O treinador João Henriques pediu hoje maior pragmatismo ao Moreirense para regressar aos triunfos na I Liga de futebol, na receção ao Paços de Ferreira, na segunda-feira, em pleno dia do 83.º aniversário do clube.

“Ultrapassada a tormenta, vem a bonança e esta tem de começar já amanhã [segunda-feira], para fazer corresponder com pontos e vitórias em casa as boas exibições que temos apresentado. É altura de ser pragmáticos nesse sentido”, desejou o técnico, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo de conclusão da 10.ª jornada da prova.

Sem vencer ou marcar há duas rondas, os minhotos vão completar o ciclo de partidas na primeira volta frente aos seis primeiros classificados da época anterior, no qual totalizam quatro derrotas e um empate, contexto que sublinha um arranque intenso de temporada.

“O campeonato tem mostrado que os jogos podem ser decididos em detalhes. Tirando as equipas do topo da tabela, há grande equilíbrio em todos os jogos e qualquer um pode ganhar pontos em qualquer lado. O Paços de Ferreira iniciou a época com uma montra muito boa, a Liga Conferência Europa, depois do excelente quinto lugar em 2020/21. Vamos ter pela frente uma boa equipa, difícil e com os seus argumentos”, explanou.

João Henriques, que orientou os ‘castores’ em 2017/18 e não evitou a descida à II Liga, continua com o holandês Godfried Frimpong e os brasileiros Pablo Santos e Galego lesionados, enquanto Paulinho volta após suspensão, ao contrário de Steven Vitória.

“Sendo processo evolutivo conjunto, temos consciência de que estamos mais fortes defensivamente, sofremos muito menos golos e cometemos menos erros. Queremos dar continuidade, tendo confiança incondicional na dupla de centrais [Artur Jorge e Lazar Rosic] e em todos os jogadores”, frisou, aludindo às trocas forçadas no eixo defensivo.

Reconhecendo ter um plantel “equilibrado e com jogadores de valor” em cada setor, o treinador enalteceu as “boas dores de cabeça” e “indecisões muito grandes” que sente semanalmente para construir o ‘onze’ em consonância com o plano tático e estratégico.

“Olhamos para os avançados e ficamos sempre com a sensação de que estamos a ser injustos com alguém, escolhendo quem quer que seja. Faz parte das nossas decisões. O processo é entendido por todos e potencia jogadores de cada setor. Gosto de olhar para as épocas que fiz em vários clubes e dizer que isso aconteceu. É esse o caminho. Não mudei essa forma de estar. A equipa tem de jogar bom futebol para os potenciar”, notou.

Um dos ativos mais valiosos do Moreirense é Filipe Soares, vice-campeão europeu de sub-21 e habitual titular no meio-campo, cuja “fase difícil” de gestão de expectativas no início da época, acompanhado por problemas físicos, tem condicionado a sua produção.

“Não vamos dizer que desaprendeu, nada disso. O Filipe tem talento e valor reconhecido por todos. É mais um jovem que está cá e sobre o qual temos expectativas e houve um grande investimento. Agora, não vamos pôr a carroça à frente dos bois. Ele fará o seu processo natural de crescimento. É uma das boas individualidades do clube, tal como há outros ativos para potenciar e que, mais cedo ou mais tarde, irão surgir à vez”, concluiu.

O Moreirense, 15.º colocado, com sete pontos, recebe o Paços de Ferreira, nono, com 10, na segunda-feira, às 21:15, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no encontro de encerramento da 10.ª jornada da I Liga, com arbitragem de João Gonçalves, da associação do Porto.

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