O avançado do Rio Ave João Tomás disse hoje que «não tinha a esperança» de integrar o lote de convocados da seleção nacional para o Europeu de futebol de 2012.

O experiente avançado, melhor marcador português nas duas últimas edições da Liga de futebol, falou à margem de uma campanha de solidariedade de recolha de medula óssea, em Vila do Conde, e afirmou que, desde o início da época, deixou de acalentar a expetativa de integrar as convocatórias do selecionador Paulo Bento.

«Desde a primeira jornada desta época que percebi que não ia ser convocado para a seleção. Foi algo que nem me ocupou a cabeça durante estes meses», garantiu o avançado.

O avançado partilhou que nem sequer viu o lote dos eleitos de Paulo Bento para o Euro2012, mas partilhou a satisfação por ter terminado o campeonato como melhor marcador português da prova, com 11 golos.

«Fico feliz, porque à minha frente ficaram apenas jogadores dos três `grandes´ e um do Braga. É muito gratificante como jogador português e atleta de um clube mais pequeno», disse.

João Tomás mostrou ainda orgulho por ter entrado na história do Rio Ave, como o melhor marcador do clube: «Era um objetivo pessoal, e fico muito feliz, orgulhoso e honrado por o ter conseguido».

O experiente jogador, que este mês completa 37 anos, mostrou ainda vontade de renovar por mais uma época com o Rio Ave.
«É uma situação que está a ser analisada. Espero que nos próximos dias isso possa ficar resolvido. As pessoas sabem que a minha vontade é continuar», disse.

João Tomás, assim como vários jogadores do clube, participaram hoje numa campanha solidária para encontrar um dador compatível de medula óssea para a filha de um ex-jogador do emblema vila-condense.

O avançado espera contribuir para um desfecho positivo da situação: «Infelizmente temos muita gente que precisa destas iniciativas, esperamos contribuir para um final feliz, para todas as crianças e adultos que necessitam».

Também o defesa Gaspar participou na iniciativa e partilhou o sentimento do companheiro de equipa.

«São estas coisas extra futebol que fazem com que o jogo, as faltas, os cartões, penáltis e até a cor clubística fiquem de lado. Pensamos apenas num ser humano que precisa de nós», reiterou Gaspar.

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