O treinador do Sporting, Jorge Jesus, revelou em entrevista ao jornal do clube que esteve muito perto de perder as suas poupanças no Banco Espírito Santo, à imagem do que lhe tinha sucedido em 2010 com a falência do BPP, mas que acabou por ter alguma sorte face aos 'dramas' a que assistiu no Banco Privado Português.

"Tinha, como muitas pessoas, as minhas economias e fui enganado. Perdi tudo. Mas sou um sortudo, porque perdi mas tinha trabalho. Não era reformado, para esses ainda é pior. E o meu trabalho também começou a ser cada vez mais valorizado. Aquilo que perdi, comecei a ganhar como nunca sonhei. Fui sempre habituado a contar tostões e o que amealhei ao longo da minha carreira foi tudo o que perdi no BPP. Sei perfeitamente o sofrimento dessas pessoas. Convivi com muitas delas quando ia à sede. Era um drama (...). Consegui suportar porque tive trabalho, mas muitas pessoas não o têm. Hoje fala-se muito do salário que tenho, tanto no Benfica como no Sporting, mas sei que faço parte do Estado Social - desconto 58% do que ganho", afirmou Jorge Jesus ao jornal Sporting.

"Estive quase a ser agarrado no BES porque também era cliente e ainda hoje sou. Hoje continuo a receber no Novo Banco. Comecei a ter possibilidades de fazer as minhas economias e estavam lá, mas como já tinha visto o filme antes comecei uns meses antes a transferir todo o dinheiro que tinha para outros bancos. Aprendi a gerir as contas de forma diferente. Por exemplo, sei que não posso ter os ovos todos no mesmo saco, tenho de distribuí-los pelos cestos", acrescentou Jorge Jesus.

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