Josué alertou hoje para o perigo que constitui o jogo «importante e difícil» do FC Porto na segunda jornada da I Liga de futebol, com o Marítimo, que se apresenta no Dragão após bater o Benfica (2-1).

O médio recordou que «o lema do FC Porto é ganhar sempre» e que, apesar de o Benfica estar já a três pontos, a pressão é igual, independentemente da vitória ou derrota dos rivais: «Nós temos é que pensar em nós próprios», frisou.

«O Marítimo é uma grande equipa. Já o ano passado o foi e este ano continua a ser, como provou na primeira jornada. Tem três pontos e temos que ter um grande respeito por eles», disse Josué, que falava antes do início do treino dos “dragões”.

O herdeiro da camisola 8 de João Moutinho, que tem merecido a confiança do treinador Paulo Fonseca, falou do seu regresso ao FC Porto, da titularidade, da chamada à seleção, do caso que protagonizou com o guarda-redes do Vitória de Setúbal e da grande penalidade convertida.

«O meu regresso está a correr bem. Já conhecia esta casa e as pessoas desta casa e já sabia como era trabalhar aqui. Agora só quero é desfrutar de poder estar aqui neste grande clube», explicou o médio, que se formou nas camadas jovens do FC Porto.

Mais encostado à ala ou mais por dentro, Josué, que não esperava ser já titular, afirma que se sente bem em qualquer posição e considerou que o importante é jogar e ajudar a equipa.

«Eu trabalho para ser titular, mas quem escolhe a equipa é o treinador. Não contava ser já titular, mas, já que o fui, o importante é que desempenhei o meu papel e ajudei a equipa», confessou.

O jogador abordou ainda a forte concorrência que há no plantel dos portistas para o meio-campo, mas adiantou que tal não é problema para si, mas sim para todos os elementos do clube.

«Este grupo é muito forte, com muita qualidade, e é por isso que estou aqui e quero trabalhar dia a dia para evoluir ainda mais», disse.

Josué foi um dos principais esteios do Paços de Ferreira na última época, ajudando o clube a alcançar um histórico terceiro posto na I Liga e um lugar no “play-off” de acesso à Liga dos Campeões, e, já com a camisola do FC Porto, foi chamado à seleção.

«A seleção foi uma grande novidade para mim e senti-me bem. Não sabia que havia tantos jogadores lesionados, embora, com pena minha, tenha sido chamado para substituir o meu colega Varela», confessou.

O jogador considerou ainda não se sentir injustiçado por só agora ter sido chamado à seleção por Paulo Bento, considerando que isso é uma prerrogativa do selecionador que há que respeitar.

«Sei que se continuar a trabalhar, um dia vou lá chegar», disse ainda.

O FC Porto iniciou a I Liga a recuperar de uma desvantagem de 1-0 no recinto do Vitória de Setúbal, com Josué a ter um papel importante, ao apontar o golo do empate, na marcação de uma grande penalidade.

«O treinador falou comigo e disse que se houvesse alguma grande penalidade era eu que ia marcar. Eu disse que sim, que tinha confiança para isso, e por isso é que fui eu que a marquei», explicou.

Josué contou ainda a sua versão do incidente com o guarda-redes sadino Kieszek, logo após a marcação da grande penalidade, referindo que ele lhe tentou dar um pontapé quando foi buscar a bola à baliza, mas que tal já faz parte do passado.

O próximo jogo do FC Porto é no Estádio do Dragão e Josué não esconde o sentimento especial de jogar perante os adeptos portistas. «O FC Porto é o clube do meu coração e jogar com casa cheia é especial».

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