Nesta segunda-feira, a bancada central do Restelo estava bem preenchida, e os adeptos dividiam-se no apoio a Sporting e Belenenses, a realidade sempre que um grande aqui se desloca.

Lá no meio deparámo-nos com um adepto especial. Lourenço tem 32 anos, sabe o que são estes jogos pois já esteve lá dentro quer pelo Sporting, onde se formou, quer pelo Belenenses, por onde passou em 2004/05. Esta segunda-feira estava apenas como adepto, mais um no meio de tantos, a torcer pelo clube de Alvalade.

“É um sentimento de alegria estar aqui, são duas equipas pelas quais joguei. O Sporting é o clube do meu coração e onde joguei mais e tive mais conquistas”.

Confessa o seu sportinguismo às primeiras palavras e mostra-se mais atento a Slimani, que por esta altura já tinha marcado dois golos. Afinal, Lourenço é avançado e faz sentido que olhe para quem hoje brilha numa posição que já foi sua.

“O Slimani nota-se que tem muito trabalho da equipa técnica do Sporting, principalmente do Jesus. Tecnicamente está um jogador muito melhor, segura mais a bola e não pede só bola no espaço. Faz tudo. Este ano está a ser um dos melhores jogadores do Sporting. Espero que continue a ser o que tem sido e que chegue rapidamente ao Jonas”, analisa.

O campeonato está na reta final, e as jornadas vão sendo galgadas com Sporting e Benfica num mano a mano emocionante. Da última vez que os leões foram campeões (2001/02), Lourenço era uma jovem promessa que aprendia com João V. Pinto e Pedro Barbosa. Lembra-se bem, e gostava que a festa se repetisse este ano.

“É um título que já nos foge há algum tempo. Da última vez que conquistámos eu estava presente. Estão a trabalhar imenso e espero que consigam. Está a dois pontos de distância do Benfica mas ainda há muitas jornadas, o Sporting tem de continuar assim e a ganhar pontos”, diz esperançoso.

Hoje a sua realidade é o Campeonato de Portugal e o Pinhalnovense. Já esteve, mais de uma vez, no desemprego. Sim porque o futebol é como qualquer outro emprego, nem sempre temos as oportunidades que queremos.

“As coisas estão correr bem” no clube da margem Sul. “Enquanto houver oportunidades e me sentir bem vou continuar”, atira. Lourenço já foi um jogador de futuro, hoje o futuro é um “para o ano logo se vê”.

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