Um clube “com obra feita” e “com os olhos postos no futuro” é uma das premissas de Luís Filipe Vieira na sua quinta corrida à presidência do Benfica, na quinta-feira, pela segunda vez sem rival.

O empresário, de 67 anos, o mais ‘duradouro’ presidente da história do clube, enfrenta um desafio muito diferente daquele que encontrou em 2003, com a credibilidade e êxitos desportivos restabelecidos.

A grande missão do dirigente continuam a ser as contas do clube – que tem um passivo consolidado de mais de 400 ME -, e para este quinto mandato mantém, nas palavras do próprio, uma “permanente vontade de inovar”.

Na lista única, pela segunda vez desde que é presidente há 13 anos, Vieira mantém-se fiel a uma equipa de trabalho que o tem acompanhado: com as saídas isoladas de Rui Cunha - que entra como vogal no Conselho Fiscal - e Rui Gomes da Silva, ex-vice-presidentes.

"Continuidade não significa conformismo ou resignação, não significa menor empenho ou relaxamento. Nada disso. Esta lista vai abraçar os desafios e os valores das anteriores direções a que presidi: seriedade, empenho, desafio e, acima de tudo, uma permanente vontade de inovar", disse Luís Filipe Vieira na apresentação do projeto.

Na direção entra João Quinta, anterior vogal do Conselho Fiscal, e regressa Fernando Tavares, antigo vice-presidente das modalidades que em 2008 deixara o clube debaixo de críticas a Vieira, mas de quem disse nunca ter sido oposição.

Luís Nazaré continua a ser aposta na presidência da Assembleia-Geral, acompanhado agora pelo promovido a vice da AG Virgílio Vieira, anterior primeiro secretário, e de Jorge Arrais e Bernardo Sousa.

No Conselho Fiscal, estarão novamente Nuno Afonso Henriques na presidência e Rui Barreira na vice-liderança do órgão.

Na direção importará perceber quem será o “número dois” de Vieira, um papel anteriormente desempenhado por Rui Cunha, e que poderá ser neste exercício para 2016/2020 de Domingos Almeida Lima, que estava à frente das modalidades.

Vieira chega a estas eleições com a bagagem de quatro ‘escrutínios’ sempre a vencer: três com oposição (em 2003 frente a Jaime Antunes e Guerra Madaleno, em 2009 perante Bruno Carvalho e em 2012 diante de Rui Rangel) e uma, em 2006, sem oposição.

Em três, o dirigente ultrapassou a fasquia dos 90 por cento, gerando uma maioria absoluta incontornável e na última, em 2012, atingiu ainda assim os 83,02 por cento dos votos dos benfiquistas.

O empresário, que na sua extensa comissão de honra conta com apoios de nomes como o do Primeiro-Ministro, António Costa, ou das ex-glórias europeias António Simões ou José Augusto, encerrará com um jantar de campanha, na quarta-feira, o dia que antecederá a sua mais que certa eleição.

- Lista candidata aos órgãos sociais do Benfica:

Direção:

Presidente - Luís Filipe Vieira.

Vice-presidente - Domingos Almeida Lima.

Vice-presidente - José Eduardo Moniz.

Vice-presidente - Nuno Gaioso.

Vice-presidente - João Varandas Fernandes.

Vice-presidente - João Costa Quinta.

Vice-presidente - Fernando Tavares.

Vice-presidente suplente - Alcino António.

Vice-presidente suplente - Sílvio Cerván.

Assembleia Geral:

Presidente - Luís Nazaré.

Vice-presidente - Vírgilio Vieira.

1.º secretário - Jorge Arrais.

2.º secretário - Bernardo Sousa.

Secretário suplente - Ricardo Martorell.

Conselho Fiscal:

Presidente - Nuno Afonso Henriques.

Vice-presidente - Rui Barreira.

Vogal - Gualter Godinho.

Vogal - Rui Cunha.

Vogal - José Appleton.

Vogal suplente - João Paço.

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