O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, prometeu hoje que o clube irá mobilizar-se para ajudar as vítimas da tempestade que assolou a ilha da Madeira no sábado, tal como fez após o terramoto no Haiti.

"Em coordenação com as autoridades da Madeira, vamos arranjar maneira de ajudar aqueles que mais precisam. Não me perguntem ainda quando nem de que modo, mas vamos esperar que se faça um levantamento da situação e verificar quais as principais carências para decidir como vamos ajudar", afirmou.

Perante uma assembleia de cerca de 400 portugueses e luso-descendentes reunidos no Clube Português de Hartford, nordeste dos Estados Unidos, para inauguração da Casa do Benfica da cidade, Vieira afirmou que o clube "não pode ficar indiferente perante uma tragédia destas".

"Da mesma forma que nos conseguimos mobilizar a favor das vítimas do Haiti, também seremos capazes de ajudar os madeirenses", disse Vieira.

Após o terramoto no Haiti em Janeiro, o clube fez reverter para as vítimas da catástrofe as receitas do Jogo Contra a Pobreza, onde participaram algumas das principais estrelas do futebol mundial.

Segundo as autoridades, a tempestade que assolou sábado a Madeira causou pelo menos 32 mortos e 68 feridos, com o número provisório de desalojados a ascender aos 250.

A forte chuva registada, desde o início da madrugada de sábado, provocou deslizamentos de terras, inundações, e deixou um rasto de destruição em alguns concelhos, sendo considerado o pior temporal na Madeira desde 1993.

Vieira está nos Estados Unidos desde sexta feira, para inaugurar quatro novas Casas do Benfica.

Depois de New Bedford (Massachussetts), logo no primeiro dia da visita, e de Chicopee (Connecticut), sábado à noite (madrugada de domingo em Lisboa) foi o centro social da comunidade portuguesa de Hartford (fundado em 1927), a acolher o presidente e dois vice-presidentes do Benfica.

Tal como nas anteriores intervenções, e numa altura em que o clube lidera o campeonato, Vieira voltou a fazer a defesa da recuperação do clube pela actual direcção e a tecer rasgados elogios aos emigrantes, aos benfiquistas e aos dirigentes das agremiações do clube no estrangeiro.

"As Casas do Benfica sempre foram uma das principais bandeiras dos meus mandatos, porque sempre vi nas Casas verdadeiros pólos de divulgação e defesa do Benfica, centros de promoção desportiva, social e cultural nas regiões onde se inserem", disse Vieira.

"Uma das minhas principais preocupações quando cheguei ao Benfica passou por recuperar não apenas o património material, mas principalmente o seu património humano. As Casas do Benfica fazem parte do património humano e da marca Benfica", adiantou.

Ricardo Jorge, presidente da Casa do Benfica de Hartford (aberta desde 2005 e há muito a aguardar a visita presidencial), retribuiu os elogios mas pediu mais "cooperação" e uma relação "menos comercial [do Benfica] com as suas Casas".

No Centro Português, o ambiente geral foi de festa, e até o rival Sporting ajudou à festa benfiquista, voltando a perder pontos no campeonato nacional de futebol.

Em Hartford, comitiva benfiquista foi recebida num salão repleto de gente de todas as idades, trajada a rigor, com o vermelho a ser a cor dominante dos vestidos e das gravatas.

Acompanhado cânticos do clube, os cachecóis foram sendo pontualmente agitados, numa noite em que não faltou muita cerveja e vinho português.

Pelo palco foram passando diversos animadores, um rancho folclórico e nem o próprio "mayor" (presidente de câmara) da cidade vizinha de Newington faltou à chamada e, e envolvido em campanha eleitoral, não se coibiu de gritar "Viva [o] Benfica", com sotaque norte-americano.

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