O mercado de transferências tem perdido fulgor em Portugal, mas os “grandes” reforçaram-se a preceito e em teoria com maior rigor, defendem os empresários Rui Neno e Artur Fernandes.

“O mercado tem perdido fulgor, dadas as dificuldades económicas que se vivem. No entanto, os chamados ‘grandes’ reforçaram-se com alguma qualidade, em comparação com as restantes equipas da Liga, que cada vez mais estão dependentes dos empréstimos dos grandes clubes”, disse à Agência Lusa Rui Neno.

À míngua de recursos financeiros, Artur Fernandes diz que “é notória uma preocupação cada vez maior em comprar com critério e qualidade”.

“Os erros nas contratações existirão, mas penso que em percentagens bem menores do que no passado. Os clubes ‘grandes’ são cada vez mais rigorosos e criteriosos, contrastando com os outros, que, face à crise, tomam decisões de maior risco, tentando a contratação barata sem grande rigor de escolha”, acrescentou.

Rui Neno defende que “para que o futebol português não continue a perder qualidade, é necessário e urgente fazer o mesmo que em Espanha ou Itália, limitar a contratação de extra-comunitários, de forma a que os jovens lusos possam chegar à equipa principal dos seus clubes de formação e poderem evoluir até chegarem às selecções, nos vários escalões”.

“Se estas alterações não acontecerem, brevemente vamos ter muita dificuldade em competir ao mais alto nível com jogadores portugueses, seja nas selecções ou nos grandes clubes, onde a maioria dos jogadores é estrangeira”, avisa, preconizando urgentes mudanças estruturais.

Artur Fernandes acredita que este momento de “contenção” dos clubes vai passar, mas sugere que “esta lição (dificuldades económicas) foi, porventura, a maior das últimas décadas”.

“Chega de incompetência. Temos de ser mais rigorosos e rodearmo-nos de grandes profissionais nos quadros dos clubes, onde possam desenvolver um trabalho cada vez melhor. Melhor do que atingir o limite de jogadores é ter um departamento médico de qualidade, um competente departamento jurídico, um metódico departamento técnico e um activo departamento de comunicação”, concluiu.

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