O presidente da Câmara Municipal de Santarém e sócio do Sporting, Francisco Moita Flores, defendeu hoje uma abordagem «séria e generalizada» a José Maria Ricciardi, para que aceite candidatar-se à presidência do clube.

«Era importante que os sportinguistas fizessem uma abordagem séria e generalizada ao doutor Ricciardi para que aceitasse este desafio», disse o autarca, comentando a auto-exclusão do banqueiro a uma candidatura à sucessão de José Eduardo Bettencourt, que, no sábado, anunciou a sua demissão da presidência do conselho directivo e da SAD leonina, 19 meses depois de ter sido eleito.

Em declarações à agência Lusa, José Maria Ricciardi, actual vice-presidente do conselho fiscal do clube, demarcou-se dessa hipótese de forma peremptória: «Não sou, nem vou ser candidato».

Apesar disso, Moita Flores insiste no nome do administrador do Banco Espírito Santo, afirmando que «o resto é mais folclore, pessoas estimáveis, mas que não são para esse lugar, e algumas personalidades que precisam do Sporting para se promover».

«O doutor Ricciardi não precisa do Sporting para se promover, tem um perfil sério, de credibilidade e da maior estatura para enfrentar uma situação difícil como a que o clube atravessa», acrescentou.

Manifestando-se «muito preocupado» com a situação ‘leonina’, Moita Flores admite que «há alguma dose de azar nesta crise do Sporting, que não tem tido resultados desportivos e que fazem muita falta para o saneamento financeiro do clube».

«Falta um líder com carisma para romper esta maré de azar. As últimas direcções do Sporting têm tido uma mistura de populismo, em vez de uma imagem de marca, com um gestor sério, topo de gama, de rigor na acção, que confira estabilidade ao clube», rematou.

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