Esta sexta-feira, o 'Jornal de Notícias' avançou que a equipa de Moreira de Cónegos foi condenada a um ano de suspensão das competições desportivas por quatro crimes de corrupção ativa. Em causa está o suborno a jogadores da Naval 1º de maio (2-1) e do Santa Clara (2-2), para que estes prejudicassem as próprias equipas em deterimento do Moreirense, na jornada 28 e 29, respetivamente.

O objetivo destes subornos era ajudar a equipa de Moreira de Cónegos a deixar a Liga Orangina - a segunda liga na altura -, e subir à primeira liga, no final da temporada 2011/2012. Além de ficar um ano suspenso, o Moreirense tem ainda de pagar uma multa de 250 euros por dia durante 450 dias, ou seja, um total de 112 mil e 500 euros de multa.

Além do clube, também o filho do presidente e o vice-presidente condenados a três anos de prisão. Estas penas foram suspensas com a condição de o primeiro pagar cinco mil euros à Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência e o segundo entregar dois mil euros ao Centro Social Santa Cruz das Irmãs Passionistas.

O coletivo de juízes condenou ainda o antigo futebolista Nuno Pereira Mendes por três crimes de corrupção e um crime de branqueamento, na pena única de três anos e meio de prisão, suspensa, mediante a condição de entregar 1.500 euros à Santa Casa da Misericórdia da Feira.

Um outro ex-futebolista - Sérgio Grilo Neves - e o jogador ainda no ativo José William Mendonça foram condenados a um ano e três meses e a dois anos de prisão, respetivamente, igualmente com pena suspensa, por um crime de corrupção. Cada um deles terá de pagar mil euros a instituições da Feira.

O tribunal julgou ainda totalmente improcedente o pedido de indemnização cível formulado pela Naval.

O advogado do Moreirense já anunciou que vai recorrer do acórdão e manifestou-se chocado, afirmando que “não foi feita nenhuma prova” quanto ao envolvimento do clube no caso.

“Houve neste caso corrupção - claro que houve, isso é manifesto. É uma coisa lamentável, mas não teve nada a ver com o Moreirense, nem com o presidente do Moreirense. É a minha convicção e foi aquilo que resultou do julgamento”, disse Sá Fernandes.

Notícia atualizada às 19h39

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