A revista 'Sábado' avança esta quinta-feira que o Ministério Público deverá pedir prisão preventiva para os 23 detidos por suspeitas de ataque à academia de Alcochete e agressões a jogadores e treinadores do Sporting.

A publicação teve acesso um despacho do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Montijo onde uma procuradora considera que os adeptos do Sporting agiram com "total sentimento de impunidade".

Segundo a mesma fonte, a magistrada do MP considerou estarem verificados os perigos de continuação da actividade criminosa, alarme social e perturbação do inquérito.

A procuradora, segundo a 'Sábado', referiu ainda que os "ofendidos", ou seja jogadores e treinadores,  ficaram "atemorizados" e temem "represálias".

O Ministério Público disse ontem que os detidos pelas agressões a futebolistas do Sporting são suspeitos de práticas que podem configurar crimes de sequestro, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, e terrorismo, entre outros.

Na terça-feira, cerca de 50 pessoas, de cara tapada, alegadamente adeptos ‘leoninos’, invadiram a Academia do Sporting, em Alcochete, e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, assim como o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

A equipa principal do Sporting cumpria o primeiro treino da semana, depois da derrota no terreno do Marítimo (2-1), que relegou a equipa para o terceiro lugar da I Liga, iniciando a preparação para a final da Taça de Portugal, no domingo, frente ao Desportivo das Aves.

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