O treinador do Paços de Ferreira defendeu hoje que o futebol luso é competitivo, mas precisa organizar-se melhor, tendo em conta que funciona como uma bandeira do país no exterior.

Segundo Henrique Calisto, «as pessoas não têm noção de que o futebol português funciona lá fora como a bandeira do país», e, para exemplificar, lembrou os «ótimos treinadores» e os «excelentes jogadores» espalhados pelo mundo, sem esquecer a «medicina desportiva de top» e a competitividade interna.

«Temos uma Liga competitiva e com orçamentos muito baixos», disse o técnico à agência Lusa, considerando que «é uma terrível falácia dizerem que a Liga não é competitiva».

Para Calisto, a competitividade não se avalia apenas pelo número de equipas a lutar pelo título, repetindo que, em Portugal, o título e os lugares europeus só agora ficaram definidos e que ainda está por definir a equipa que acompanha a já despromovida União de Leiria.

O senão é a imagem que, por vezes, passa para o exterior, recordou o técnico, a partir da sua experiência de 11 anos a treinar no sudeste asiático, citando como exemplo as repercussões do «caso União de Leiria» no exterior.

«Temos de melhorar muito em termos organizacionais. Os salários em atraso são uma praga e uma questão fundamental e o problema nem é tanto a falta de dinheiro, mas os erros de gestão», sublinhou, defendendo a «existência de mecanismos apertados de controlo» deste género de situações.

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