O treinador de futebol do Sporting esclareceu hoje que as suas críticas relativamente ao tempo de descanso entre jogos da sua equipa foram dirigidas às imposições das transmissões televisivas, pedindo uma melhor defesa dos interesses dos clubes.

“Sei da importância das televisões no orçamento dos clubes, mas se estes não forem protegidos, que jogos terão para transmitir no futuro?!”, afirmou Paulo Sérgio, em comunicado.

O técnico dos “leões” tinha sugerido antes da recepção ao Rio Ave (1-0), no domingo, na oitava jornada da Liga de futebol, ter havido diferença de tratamento relativamente ao FC Porto, igualmente a participar durante a semana na Liga Europa, mas que só foi visitado na segunda-feira pela União de Leiria (5-1).

“Quanto ao FC Porto-Benfica, no domingo (7 Novembro), 72 horas depois do FC Porto-Besiktas, recordo-lhes que o Benfica-Sporting foi 72 horas depois do Lille-Sporting. Até parece que em décadas de futebol alguma vez se jogaram estes clássicos à segunda-feira. Compreendendo este facto, nem sequer me pronunciei em relação ao Benfica-Sporting não ter sido adiado. Agora, não me queiram mandar areia para os olhos nem mudar o sentido das minhas afirmações”, disse, referindo-se ao próximo “clássico”, a contar para a 10.ª ronda do campeonato.

Responsáveis da Liga Portuguesa de Futebol Profissional tinham reagido às declarações do treinador do Sporting, adiantando que as regras de alterações dos jogos das equipas envolvidas em competições europeias tinham sido previamente definidas e aceites por todas as partes.

“Só por maldade ou distracção é que alguém pode não perceber o que afirmei em relação à falta de horas de repouso entre os jogos da minha equipa. Estão a dar imagem de que me queixo, que dão esse privilégio ao FC Porto e não dão ao Sporting, quando não foi isso que afirmei. As regras de que falam protegem quem? São do interesse de quem?”, continuou Paulo Sérgio.

O técnico sportinguista sublinhou a importância “dos pontos que os clubes conquistam" para manter ou melhorar “o ranking europeu”, reprovando que “os interesses das transmissões televisivas” se sobreponham às “condições que os clubes julgam ser as melhores para conquistar esses mesmos pontos”.

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