O treinador Petit rejeitou hoje que o Boavista acuse o peso emocional na deslocação ao Santa Clara, na terça-feira, da 20.ª jornada da I Liga de futebol, da eliminação nas meias-finais da Taça da Liga ante o Benfica nos penáltis.

“Em termos anímicos, é igual face àquilo que temos feito nestas oito semanas. Há que trabalhar de dia para dia, evoluir e retirar boas ilações do que fizemos na ‘final four’, mas isso já faz parte do passado e temos de olhar para o futuro na I Liga. Queremos crescer na tabela e é com essa ambição que disputaremos os três pontos. É sempre difícil de se jogar na ilha, mas vamos com a mesma vontade”, frisou, em conferência de imprensa.

Os ‘axadrezados’ somam cinco igualdades seguidas no tempo regulamentar, todas 1-1, sendo que a última foi desempatada nos penáltis com o Benfica (2-3), impedindo os pupilos de Petit que poderem lutar pela conquista do único troféu em falta no Bessa.

“Não conseguimos, mas há que saber ultrapassar e perceber aquilo que fizemos de bom para lá chegarmos. Temos de ter mais ambição do que querer chegar a essas decisões, porque trabalhamos para ganhar títulos e sonhamos sempre com objetivos diferentes. O Boavista é um clube com história e vou incutindo no balneário essa ambição, querer e vontade de melhorarmos cada vez mais e estarmos em decisões como esta”, observou.

Falando da “boa ideia de jogo, jogadores e dinâmicas” do Santa Clara, o técnico admitiu que o Boavista “já merece uma vitória há muito tempo”, que tem esbarrado na reiterada ineficácia atacante, apesar do equilíbrio coletivo visível nos dois extremos do campo.

“Nos últimos jogos, temos criado várias situações de remates e deixamos que nos criem poucas ocasiões. É esse equilíbrio que procuramos. Seja quem quer que jogue, a equipa sabe o que tem de fazer. Adaptamo-nos às características dos adversários e trabalhamos o seu padrão ofensivo e defensivo, mas sem nunca fugir às nossas ideias, estrutura e variáveis. Mudando de sistema, eles também sabem aquilo que têm de fazer”, analisou.

Se Pedro Malheiro, Miguel Reisinho e Tiago Morais continuam lesionados, Tiago Ilori e o espanhol Javi García já voltaram a treinar sem limitações e estão ao dispor de Petit, que teve no último jogo de adaptar ao eixo defensivo os alas Nathan e Filipe Ferreira, cujo desentendimento numa jogada abriu caminho ao golo do Benfica pelo brasileiro Everton.

“Depois das preocupações que haviam antes do duelo da Taça da Liga, quem jogou deu uma boa resposta. Quando trabalhamos com um jogador para determinada posição, os outros têm de ouvir, porque pode haver a necessidade de terem de cumprir essa função. Sei que todos somos um bocadinho treinadores de bancada, mas nós é que trabalhamos diariamente com eles e sabemos aquilo que podem dar para cada jogo”, considerou.

O montenegrino Ilija Vukotic, cedido pelo Benfica, também regressa à convocatória, da qual ficam de fora o iraniano Alireza Beiravand, o equatoriano Jackson Porozo e o norte-americano Reggie Cannon, ao serviço das suas seleções, além do gambiano Yusupha.

“A melhor notícia é não perder jogadores no mercado, porque tenho um grupo que me dá garantias para fazermos um grande resto de campeonato. Não perder jogadores era fundamental. Estou focado naqueles que tenho aqui para evoluir. Temos muita juventude a dar os primeiros passos, a quem temos de incutir a grandeza deste clube”, concluiu.

O Boavista, 11.º, com 19 pontos, visita o Santa Clara, 10.º, com 20, na terça-feira, às 19:15 (20:15 em Lisboa), no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, nos Açores, na 20.ª jornada da I Liga, com arbitragem de André Narciso, da associação de Setúbal.

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