Pinto da Costa anunciou esta quarta-feira que o FC Porto não irá apoiar Luís Duque nas eleições para a presidência da Liga.

Em declarações ao Porto Canal, o presidente dos dragões manifestou-se inclusivamente surpreendido com a decisão do líder da Liga em avançar para um novo mandato. "Para mim, foi uma surpresa, fiquei muito surpreendido, ainda que ele tenha o direito de o fazer. Primeiro, porque Luís Duque tinha sido eleito para a presidência da Liga para um período de seis meses. Tivemos várias reuniões e ele próprio assumiu a responsabilidade de se candidatar a um cargo no qual considerávamos que seria útil. Disponibilizou-se para isso e afirmou há bem pouco que não avançaria com a recandidatura, por isso é que agora a vejo com muita surpresa. Tem legitimidade e legalidade para o fazer, mas agora vamos esperar para se surgem candidatos para os clubes votarem de plena consciência", afirmou Pinto da Costa.

"Da parte do FC Porto, não há apoio porque, a título de exemplo, em reuniões com vários clubes, o Luís Duque revelou a ocorrência de factos extremamente graves relacionados com a FPF e a Arbitragem, que nós desconhecíamos. Nós entendíamos que era necessário ele tomar uma posição, até como vice-presidente da FPF, mas a única coisa que fez foi simplesmente deixar de ir às reuniões da Federação", acrescentou.

Apesar disso, o dirigente azul e branco não deixou de reconhecer alguns dados positivos no trabalho de Luís Duque. "Acabou por fazer um trabalho meritório ao longo destes seis meses e até assinou recentemente um contrato de patrocínio com os CTT, mas isso não é argumento para ser, ou não, o presidente da Liga. Se assim fosse, e como todos sabem, o presidente teria de ser o senhor Joaquim Oliveira, e não será certamente. O que nós entendemos é que, como Luís Duque estava a par de factos graves, nomeadamente nos comandos da Arbitragem, não aceitamos que se desista, abandone ou se deixe de ir às reuniões em vez de se combater. Também me parece complicado que, depois de um certo período de uma determinada função, o presidente da Liga possa estar a 100 ou 200 por cento com litígios em tribunal em relação a um dos três clubes 'grandes'. Parece que isso inviabilizará sempre uma harmonia total na Liga e no futebol. Vamos esperar para ver. Se surgirem outros candidatos com credibilidade e um programa, poderemos apoiar. Agora, pelos motivos referidos, a recandidatura de Luís Duque não apoiamos", sentenciou.

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