Pedro Proença, candidato à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), afirmou hoje que preferiu "deixar à margem" as críticas que lhe têm sido feitas neste processo eleitoral.

Em entrevista à agência Lusa, o ex-árbitro disse que os inúmeros anos que esteve no setor da arbitragem lhe permitiram ganhar uma imunidade aos ataques, nomeadamente os recentes do adversário eleitoral Luís Duque e de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

"Sei que há pessoas que não concordam com a totalidade das minhas ideias, mas são as minhas convicções e deixo à margem as críticas que me fazem, tal como o fazia quando era agente desportivo", afirmou Pedro Proença.

O candidato não esperava que o seu projeto fosse consensual, mas não hesita em afirmar que, findo o processo eleitoral, tenciona "ser o presidente de todos".

"Num ambiente democrático, a pluralidade de ideias é sempre de salutar, nunca esperei que houvesse uma unanimidade em volta de uma candidatura", afirmou.

"Sei que há sensibilidades diferentes, mas que é preciso trabalhar em conjunto, e no dia 29 julho, se for eleito, contarei com o contributo de todos os clubes, porque serei o presidente de todos"

Uma das críticas de quem tem sido alvo pelo adversário eleitoral Luís Duque é que não concorda com o modelo de sorteio dos árbitros, iniciativa decidida pela maioria dos clubes, numa das últimas assembleias gerais da LPFP, mas que sábado foi ‘chumbada’ numa reunião magna da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Pedro Proença não ficou surpreendido com a decisão tomada na FPF, mas considera que, mais que a aprovação da medida, os clubes pretendiam deixar um alerta.

"Não me surpreendeu, já estava à espera, conhecendo as linhas internacionais que se rege UEFA e a FIFA é natural que houvesse esse desfecho", disse o candidato.

O candidato frisou que tem se se “perceber qual a mensagem que os clubes quiseram dar, que há uma forte crítica às pessoas que estão a gerir a arbitragem”.

“O aviso foi dado e, apesar do objetivo final não ter sido conseguido, foi um grito de insatisfação pelo que se tem passado nos últimos tempos", acrescentou.

Para a questão da arbitragem, Pedro Proença defende a criação de uma empresa, em que o capital da mesma seja pertença da LPFP e da FPF. Isto com intuito de reduzir os custos com o setor.

"O modelo já existe em Inglaterra e aqui terá de haver um compromisso com FPF, para ser gerida de forma autónoma, com conceitos empresariais, em que há uma participação no seu capital da Liga e da Federação. Será essa empresa a gerir a arbitragem no futebol profissional", explicou.

Nesse compromisso que defende com FPF, Pedro Proença acredita que a boa relação que mantém com Fernando Gomes, presidente do organismo, poderá ser uma mais-valia.

"Tenho com ele uma relação pessoal extraordinária e mesmo quando institucionalmente tivemos interesses opostos, sempre debatemos de forma elevada, para chegar a um bom entendimento. Tenho a certeza que encontraremos boas soluções para o futebol português", concluiu.

Pedro Proença vai terça-feira a votos para um mandato de quatro anos na presidência da LPFP tendo como adversário eleitoral Luís Duque, que nos últimos oito meses liderou a Comissão Executiva do Organismo.

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