O Sindicato dos Jornalistas (SJ) repudiou hoje “veementemente” uma alegada agressão de que foi alvo um jornalista do Diário de Notícias da Madeira por parte do presidente do Marítimo, Carlos Pereira.

“O SJ considera que o agressor deve ser punido exemplarmente, já que não pode haver qualquer justificação para a violência – física ou verbal – nem se pode aceitar que dirigentes desportivos exerçam retaliações de qualquer tipo porque não gostem da forma como este ou aquele profissional, este ou aquele órgão de informação realizam a sua missão de informar ou exercem o direito à opinião”, lê-se no comunicado.

O director do Diário de Notícias da Madeira disse que o jornalista Marco Freitas foi hoje agredido pelo presidente do Marítimo, durante um treino da equipa de futebol, atribuindo a alegada agressão às “instigações feitas pelo presidente do Governo Regional” da Madeira, Alberto João Jardim.

“O presidente do governo regional instigou publicamente os maritimistas a revoltarem-se contra o diário. Pelos vistos, até hoje, que se saiba, e apesar de ameaças e cartazes durante o jogo Marítimo-Benfica, essas instigações apenas chegaram ao presidente do Marítimo”, disse à Agência Lusa o director Ricardo Miguel Oliveira.

O presidente do Marítimo, em declarações à agência Lusa, negou por completo as agressões e disse que apenas confrontou o jornalista sobre aquilo que este escreveu a seu respeito.

“Como assinante do Diário de Notícias, confrontei o jornalista daquele órgão, no sentido de solicitar-lhe um esclarecimento sobre aquilo que escreveu a meu respeito na crónica do jogo Marítimo–União de Leiria. Foi apenas um confronto verbal e não houve agressão, situação que pode ser corroborada pelas pessoas que se encontravam presentes”, afirmou.

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