O Sporting voltou a sagrar-se ‘campeão de inverno’ 14 temporadas depois, após uma primeira volta da edição 2015/16 da I Liga portuguesa de futebol marcada pelo nome de Jorge Jesus.

Mas, Jesus não se ficou apenas pelos relvados, entrando em várias polémicas com o seu antigo clube, que levou mesmo a um processo em tribunal e que culminou, nas últimas semanas, com uma dura troca de palavras com o seu sucessor, Rui Vitória.

Também a Madeira, em especial a Choupana, esteve em destaque, com o FC Porto e Benfica a não conseguirem disputar, no dia previsto, os encontros com o Nacional e União da Madeira, devido ao nevoeiro ou ao mau tempo – os ‘dragões’ não conseguiram viajar para defrontar o União.

E foi também na Choupana, casa emprestada do União para defrontar os ‘grandes’, que o Sporting sofreu a única derrota nas primeiras 17 jornadas da prova, perdendo, na altura, a liderança, que recuperaria na ronda seguinte, com um triunfo seguro sobre o FC Porto, por 2-0.

Nem sempre com um futebol de ‘nota artística’, o Sporting acabou por ser sempre mais eficaz do que os rivais, que derrotou de forma clara - o Benfica fora (3-0) e o FC Porto em casa (2-0) –, fechando a primeira volta com uma reviravolta frente ao Sporting de Braga (3-2), num encontro em que os ‘leões’ chegaram ao intervalo a perder por 2-0.

Jorge Jesus tem comandado uma equipa com alguns reforços de qualidade, com destaque para Bryan Ruiz, apoiada em grande parte da estrutura da época passada, na qual se destacam os médios William Carvalho, Adrien Silva e João Mário e no avançado Islam Slimani, que já leva 13 golos, três dos quais nos ‘clássicos’.

A quatro pontos dos ‘leões’ estão na viragem do campeonato o Benfica, que chegou a estar a 10 pontos, embora com um jogo a menos, e o FC Porto, que viu o espanhol Julen Lopetegui partir à 16.ª ronda.

Após um mau início de época, com três derrotas nos sete primeiros jogos, os ‘encarnados’ não voltaram a perder após o desaire com o Sporting, tendo nos últimos 10 encontros empatado apenas uma vez.

Com o melhor ataque da prova, com 45 golos, os comandados de Rui Vitória mantêm-se na luta pelo tricampeonato, num conjunto em que se têm destacado jogadores como Nicolas Gaitán, que perdeu vários jogos por lesão, e Jonas, melhor marcador com 18 tentos, ou o ‘miúdo’ Renato Sanches.

Depois de ter perdido cinco habituais titulares em relação à última época, o FC Porto apostou forte no mercado, com a contratação do ‘monstro’ Casillas e de Imbula – o mais caro de sempre do futebol português –, além da aposta no mercado interno – André André e Danilo Pereira –, mas nunca conseguiu empolgar os seus adeptos.

Apesar de só ter uma derrota no campeonato, o treinador Julen Lopetegui não aguentou uma série de três jogos sem vencer – um deles na Taça da Liga – que fez a equipa cair do primeiro para o terceiro lugar, à 16.ª jornada.

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