O presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol considerou hoje que os técnicos nacionais «são bons» e as suas capacidades «reconhecidas», para justificar que 15 das 16 equipas da Liga sejam lideradas por portugueses.

«Neste momento, todos os treinadores são nacionais, resta saber se vem agora um estrangeiro para o FC Porto. Os treinadores portugueses são bons e reconhecidos», disse à Agência Lusa Silveira Ramos.

No entanto, Silveira Ramos revela que o organismo que dirige não segue uma política proteccionista, no sentido extremado do termo, já que considera que as estruturas demasiado proteccionistas tendem «a não promover as competências».

«Felizmente, seguimos uma opção não proteccionista. Nunca dissemos mal dos treinadores estrangeiros. A competência é algo que tem de ser valorizado», sublinhou.

Silveira Ramos lembrou que, com a saída de André Villas-Boas do FC Porto para o Chelsea, a Liga portuguesa poderá perder a exclusividade em treinadores nacionais, mas tal não significa que será feita «guerra».

«Se vier um estrangeiro não fazemos nenhuma guerra, gostamos é que sejam portugueses. Não somos proteccionistas, mas sim de valorização de competências. Temos de olhar para isto no plano geral, mas os clubes têm as suas opções», sublinhou.

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