"O objectivo é perceber qual a sensibilidade das forças políticas representadas na Assembleia da República sobre o assunto", disse Rui Santos, em declarações à Agência Lusa.

A petição, que já conta com mais de 6000 assinaturas e pode ainda ser subscrita até 03 de Janeiro, vai ser entregue ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e deverá depois ser discutida em plenário.

"Se a verdade desportiva afecta a imagem do Governo, o poder político não se pode alhear do assunto", afirmou Rui Santos, acrescentando: "Dá-me a sensação de que algumas vezes o poder político se tem alheado um pouco do assunto".

Rui Santos lançou o "Movimento Pela Verdade Desportiva" em Outubro de 2008, por "não suportar a ideia de que no final de cada jogo houvesse ruído sobre a arbitragem".

"Entendi dar esse passo, e o balanço é muito positivo", referiu Rui Santos, considerando que casos como o polémico apuramento da França para o Mundial2010, com um golo irregular, provam a necessidade do uso das novas tecnologias.

Rui Santos admite que as novas tecnologias "não permitiriam uma verdade desportiva a 100 por cento", mas "evitariam muitas situações que ocorrem actualmente e seriam um instrumento de protecção dos árbitros".

"Esta é uma ideia pacífica, a favor do futebol e, ao contrário do que alguns defendem, não vai desvirtuar o jogo", afirmou.

Para Rui Santos, a adopção dos meios tecnológicos "é a antecipação do futuro, porque não faz sentido o futebol conservar a sua matriz ultrapassada numa sociedade que recorre cada vez mais às novas tecnologias".

O comentador desportivo considerou que "a UEFA tem tido uma posição conservadora sobre o assunto", mas entende que a "FIFA já tem mostrado alguma abertura".

Rui Santos afirmou ter alguma esperança de que na próxima reunião do Internacional Board - organismo responsável pelas leis do futebol -, agendada para Março, possam surgir algumas novidades sobre o assunto.

"Não espero passos muito grandes, mas acredito que possa haver alguns avanços, como a possibilidade de validar as câmaras nas balizas", disse.

O mentor do "Movimento pela Verdade Desportiva" refere que em França, Itália e Inglaterra há iniciativas semelhantes, mas reconhece que muitas vezes é "difícil afrontar o sistema vigente".

O Movimento conta com uma Comissão de Honra, que inclui figuras de vários quadrantes da sociedade portuguesa, algumas das quais deverão estar presentes na entrega da petição na Assembleia da República, agendada para as 12:00.

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