A primeira época da “era” André Villas-Boas no FC Porto fechou domingo com o fabuloso balanço de quatro títulos, 49 vitórias e 145 golos marcados: faltou a “marginal” Taça da Liga para a perfeição.

No Jamor, os portistas juntaram a 16.ª Taça de Portugal, consumada com uma goleada “das antigas” ao Vitória de Guimarães (6-2), ao 25.º campeonato luso, à primeira Liga Europa e à 17.ª Supertaça.

A época de sonho materializou-se com 49 vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas, em 58 encontros, com 145 golos marcados e 42 sofridos.

Na estreia no Dragão, André Villas-Boas fez, assim, melhor do que o “mestre” José Mourinho na sua primeira época completa de “azul e branco” (41 vitórias, em 53 jogos), sendo que, em 2002/2003, o actual técnico do Real Madrid fez o pleno das três provas disputadas.

O FC Porto não se limitou, porém, a ganhar, já que, invariavelmente, “destroçou”, um a um, os adversários que lhe foram saindo ao caminho, sendo que o “inimigo de estimação” Benfica foi a principal vítima.

Os “encarnados” foram uma das quatro equipas lusas que bateu os “dragões” (as outras foram o Nacional, “carrasco” na Taça da Liga, e os espanhóis do Sevilha e do Villarrreal), mas sofreram quatro desaires, todos inesquecíveis.

O “onze” de André Villas-Boas começou por levar a melhor sobre o Benfica, então apontado como favorito, logo a abrir a época (2-0 na Supertaça, em Aveiro), para, no primeiro embate do “nacional”, esmagar a equipa de Jorge Jesus por 5-0.

Depois do desaire por 2-0 caseiro, para Taça, o FC Porto festejou o 25.º título em plena Luz, com um triunfo por 2-1, e, depois, ainda conseguiu vencer no mesmo local por 3-1, virando o 0-2 caseiro e carimbando um lugar no Jamor.

Se os 12-4 ao Benfica ficam para a história, mais fica ainda o campeonato invicto: em 30 jogos, o FC Porto venceu 27, cedendo três míseros empates, e tornou-se o segundo campeão a terminar a prova sem derrotas.

Os “dragões” só perderam pontos em Guimarães (1-1, à sétima jornada) Alvalade (1-1, à 12.ª) e, já campeões, na receção ao Paços de Ferreira (3-3, à 29.ª), “falhando” os 28 triunfos e dois empates “encarnados” em 1972/73.

A Liga portuguesa, o grande objetivo da época, foi um “passeio”, concluído com 21 pontos de avanço sobre o Benfica, e a Liga Europa também foi conquistada, oito anos após a vitória na Taça UEFA, com enorme clareza.

Os portistas bateram os recordes lusos de vitórias, em termos totais (14) e em reduto alheio (sete), e golos (44), sofrendo apenas um empate e duas derrotas.

Para a história ficaram vários “massacres”, com especial destaque para os 5-1 ao Villarreal, na primeira “mão” das meias finais, num percurso finalizado com um triunfo “quanto baste” por 1-0 sobre o “vizinho” Sporting de Braga.

A Taça de Portugal também finalizou de forma marcante, com um 6-2 ao Vitória de Guimarães, depois de uma sensacional reviravolta face ao Benfica (3-1 na Luz, após 0-2 em casa), proporcionando um inédito “tri” portista na prova.

Ao juntar o triunfo no Jamor ao campeonato, o FC Porto somou também a sétima “dobradinha” e o quarto título da época, repetindo a proeza conseguida em 1987/88, sob o comando do ex-jugoslavo Tomislav Ivic.

Na contabilidade total de títulos, os “dragões” também assumiram o comando, igualando os 69 do Benfica, isto contando a vitória “encarnada” na Taça Latina.

Para o ano, o FC Porto estará em seis frentes e, se, como se prevê, manter os principais trunfos, nomeadamente Hulk e Falcao, André Villas-Boas tem tudo para continuar a ganhar.