Dono de 40% das ações desde a constituição da SAD, em 10 de abril de 2013, o clube vimaranense anunciou em 01 de outubro de 2020 a aquisição de todo o capital da MAF – 56,4% do total -, por 6,5 milhões de euros a serem liquidados em três tranches, até 31 de março de 2022.

“O Vitória Sport Clube informa, no âmbito do plano para a aquisição faseada de ações detidas pela Mário Andrade Ferreira, Sociedade de Investimentos (MAF), que acertou a postecipação da tranche prevista para 31 de agosto, sem qualquer prejuízo quanto aos termos negociados”, lê-se no comunicado publicado no sítio oficial vitoriano.

O Vitória de Guimarães tornou-se maioritário na SAD em 30 de novembro de 2020, ao comprar 11% das ações por 1,3 milhões de euros, no âmbito de um acordo que previa a liquidação da segunda tranche a 31 de agosto de 2021 e da terceira a 31 de março de 2022, para ficar com uma participação de 96,4% - 4,34 dos 4,5 milhões de capital social.

Os minhotos adiaram o pagamento da segunda tranche e enalteceram “a postura cooperante que a MAF tem revelado ao logo de todo o processo”, permitindo ao clube “gerir de forma mais eficaz dos seus compromissos de curto prazo”, que dão “sequência à estratégia delineada quanto à gestão dos ativos e ao modelo de rentabilização da academia, da formação e do recrutamento interno”, lê-se.

O emblema de Guimarães informou ainda que o “reforço de posição” na SAD é “irreversível” e que, apesar do adiamento no pagamento, “o acordo para a aquisição dos restantes 45,4% do capital social se mantém nos moldes definidos e previamente anunciados”.

O presidente do clube e do conselho de administração da SAD, Miguel Pinto Lisboa, disse há um ano que o clube, apesar de passar a ter 96,4% das ações com o acordo com a MAF, só precisa de manter 51% do capital, podendo alienar os restantes 45,4% a um “parceiro estratégico”, alinhado com o que a sua administração preconiza para o futebol.

Os acionistas da SAD reúnem-se hoje em assembleia-geral, a partir das 21:00, no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, em Guimarães, para discutir, apreciar e votar o relatório de gestão e contas da época passada.

Os vimaranenses terminaram o exercício de 2020/21 com um resultado líquido negativo de 8,2 milhões de euros, o primeiro negativo desde a temporada 2013/14, e capitais próprios negativos em 3,8 milhões, fruto de um ativo de 57,85 milhões e de um passivo de 61,68 milhões, o que perfaz uma situação de falência técnica.

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