António Sequeira, candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), considerou hoje, na apresentação do seu programa eleitoral, “muito estranhas” as candidaturas adversárias, de Fernando Gomes e Filipe Soares Franco.

«Acho estranho que Soares Franco avance sem o apoio do Sporting, clube do qual foi presidente e responsável por várias áreas durante alguns anos», disse à Agência Lusa o antigo secretário-geral da FPF.

Quanto a Fernando Gomes, considera a situação idêntica: «É também estranho que alguém que já é vice-presidente federativo e presidente da Liga de Clubes queira ser presidente da FPF».

«Por que é que ele quer deixar a Liga, no Porto, e vir para Lisboa, com formas de trabalhar completamente diferentes», questionou António Sequeira.

Comparando a sua às outras duas candidaturas oficializadas, o ex-dirigente federativo levanta outra questão: «Será que eles têm a mesma experiência que eu ao nível da Federação, da UEFA e da FIFA, onde já estive como delegado e observador em centenas de jogos internacionais, nomeadamente em três campeonatos da Europa e um Mundial».

A propósito da apresentação do seu programa no dia de hoje, António Sequeira justificou: «Quis fazê-lo no dia anterior à eleição dos delegados à Assembleia Geral da FPF (marcada para sábado), de modo a expor as fórmulas para a resolução dos problemas no futebol».

E aponta o dedo à atual situação na FPF: «Avanço com uma candidatura de rutura, sob o lema ‘Uma Federação Presente’, ao contrário do que tem acontecido, pois está parada há uns meses, devido ao facto de Gilberto Madail (atual presidente) estar doente».

O antigo dirigente federativo não fala em apoios personalizados à sua candidatura: «As pessoas podem comparar os programas, quando os outros candidatos apresentarem os seus, mas até agora tenho sentido grande aceitação por parte dos diversos agentes do futebol».

«Temos que pôr pessoas novas, com ideias novas, a trabalhar. E que trabalhem na Federação, que não se limitem a telefonar para lá a dar ordens», disse António Sequeira, para quem «é urgente alterar os quadros competitivos do futebol feminino e dos escalões jovens, que não podem ser iguais aos do futebol masculino».

O antigo secretário geral federativo deu um exemplo: «Os miúdos têm que estar livres em junho para fazer os exames escolares, não podem disputar fases finais nessa altura».

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