O país que a selecção portuguesa de futebol visita pela primeira vez na terça-feira, no quarto jogo de qualificação para o Europeu de 2012, entrou em colapso no final de 2008, levando à queda do governo.

O sector financeiro islandês, cujos activos chegaram a representar 11 vezes o valor do Produto Interno Bruto (PIB), entrou em colapso e provocou uma enorme crise, marcada pela queda da moeda (coroa islandesa) e aumento do desemprego.

O país chegou mesmo a estar à venda no ebay, por um euro, numa brincadeira promovida por um internauta islandês, residente em Londres. O valor da licitação atingiu os 12 milhões de euros.

A ilha, com 320 mil habitantes e uma área de 103 km2, está situada no Atlântico Norte e é geologicamente muito ativa, tendo por isso inúmeros vulcões, entre eles o Hekla, o Eldgjá e o Eldfell.

Em Abril de 2010, o vulcão do glaciar Eyjafjallajökull entrou em erupção e as suas cinzas paralisaram os voos de todo o Mundo, com prejuízos de milhões e milhões de euros.

Com 60 por cento da população aderente à rede social Facebook e sem a cadeia McDonald’s a laborar, vítima da crise de 2008, a Islândia é peculiar em quase tudo e até a presidência da câmara da capital Reiquejavique é singular.

O auto proclamado “O Melhor partido”, fundado pelo comediante islandês Jon Gnarr, venceu as autárquicas (em Reiquejavique vivem aproximadamente 200 mil pessoas) com 34,7 por cento dos votos e prometeu toalhas gratuitas para todos, um urso polar para o zoo local e ainda construir um parque temático da Disney na capital.

“Vamos prometer o dobro dos outros partidos e cumprir o mesmo: nada”, declarou Gnarr, durante a campanha.

A primeira ministra Jóhanna Sigurardóttir declarou-se “chocada” com esta vitória.

Já este mês, sete mil pessoas protestaram contra o governo frente ao Parlamento do país.

A fachada do edifício foi atingida por tomates e ovos, numa altura em que cerca de um quarto da população está em risco de ficar sem casa por falta de pagamento.

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