Na antevisão da partida de caráter amigável entre França e Portugal, Didier Deschamps já tem uma estratégia definida para levar de vencida a “seleção das quinas”: diminuir os espaços dados a Cristiano Ronaldo.

“É um jogador decisivo. Neutralizá-lo seria o ideal. Mas limitar a sua influência na forma de jogar da sua equipa, já será bom. Todas as equipas que enfrentam Portugal dão atenção especial quando recebe a bola. Teremos uma atenção especial com jogador”, começou por dizer, acrescentando depois que iria pedir indicações a Varane e Benzema, companheiros do português no Real Madrid, sobre a sua forma de jogar.

O técnico francês de 45 anos apontou o ponto mais forte de Portugal: Cristiano Ronaldo e salientou a qualidade de outros atletas, mas avisa que a equipa não se concentrará apenas no futebolista “merengue”.

“É sobretudo sobre um jogador: Cristiano Ronaldo. Mesmo assim, ele tem bons jogadores à sua volta com Nani, Danny ou Moutinho. Mas o principal perigo é Ronaldo. Falamos de um jogador excecional. Não há muitos iguais na Europa e no Mundo. Mas não nos devemos focar apenas nele e vai depender da posição onde jogar”, afirmou.

O técnico gaulês analisou ainda o momento da equipa, recordado que o desempenho de Portugal nos últimos anos não tem ido ao encontro do potencial individual que a equipa lusa possuí.

“Ela [seleção portuguesa] vem de um Mundial difícil. O seu primeiro jogo da fase de apuramento [derrota 1-0 diante da Albânia] custou o lugar a Paulo Bento. Têm um novo selecionador [Fernando Santos] e oito ou nove jogadores que não estiveram presentes no Campeonato do Mundo, alguns muito jovens e outros muito experientes. Nos seus últimos anos, os resultados não têm estado de acordo com o potencial individual dos jogadores. É um jogo importante para o novo selecionador porque é o seu primeiro jogo, mas o mais importante, é a partida de quarta-feira frente à Dinamarca”, concluiu.