Mais do que lamentar a impossibilidade de contar com o capitão da equipa das Quinas e melhor jogador do mundo, que não viajou com a equipa por estar engripado, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol e o seleccionador nacional apontaram as críticas ao clube espanhol.

"Acho que houve uma forma de comunicação que não foi a mais correcta por parte do Real Madrid", criticou Madail, lamentando que os "merengues" tivessem anunciado a situação tardiamente.

A tal ponto que Eliseu, o substituto de Cristiano Ronaldo, só foi chamado mais tarde, tendo viajado directamente para Zurique, onde se juntou à equipa que viajou para o Liechtenstein, por já não ter tempo para se concentrar em Lisboa com os restantes colegas.

Carlos Queiroz corrobora as declarações de Gilberto Madail, reforçando as críticas ao comportamento do clube presidido por Florentino Pérez. "É uma situação séria, não vou pronunciar-me sobre a questão da gripe, mas a sintomatologia requeria uma posição mais inequívoca. Isso só foi esclarecido ao longo do dia, um pouco tardiamente.

A informação veio um pouco tardia e não veio clara. Dizer que não pode viajar deixou algumas dúvidas, foi esse compasso de espera que tivemos de fazer", criticou o seleccionador nacional.

Desagradado com o procedimento o Real Madrid, Gilberto Madail desdramatizou a ausência de Cristiano Ronaldo. "Como se costuma dizer, só fazem falta os que estão cá", declarou, isto enquanto Carlos Queiroz aproveitou para desejar "as melhoras" ao jogador, lembrando que a Selecção Nacional já jogou algumas vezes sem o melhor jogador do mundo.

"Nos primeiros jogos do apuramento tivemos de jogar sem o Cristiano. Não é a primeira vez que não joga, e bem gostaríamos de dizer que esta foi a última vez que ficou de fora", afirmou, lembrando que o extremo estava lesionado.

As críticas de Giberto Madail e de Carlos Queiroz ao posicionamento do Real Madrid foram proferidas ainda em Lisboa, numa altura em que a equipa se preparava para embarcar para o Liechtenstein. Horas mais tarde, em Vaduz, capital daquele pequeno principado, o seleccionador falou em conferência de Imprensa, mas não quis alongar-se no tema.

"É um assunto que já pertence ao século passado", ironizou Queiroz, para quem é importante "esquecer o que aconteceu ontem [anteontem]", pois pretendia que todos estivessem concentrados no jogo de hoje, que mesmo sendo de carácter particular, serve de preparação para os jogos na Dinamarca e na Hungria.

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