Os jogadores da “Geração de Ouro” do futebol português, os campeões mundiais de sub-20 em 1989 e 1991, alinharam durante quase 16 anos pela selecção principal.

Dos 163 jogos disputados entre 20 de Fevereiro de 1991 (5-0 a Malta, nas Antas) e 8 de Julho de 2006 (1-3 com Alemanha, no Mundial2006), o “onze” das “quinas” só não alinhou com pelo menos um “puto maravilha” em 11 encontros e em cinco ocasiões apresentou mesmo sete como titulares.

O “até já” de Luís Figo após o Euro2004, que marcou a despedida de Rui Costa e Fernando Couto, deixou a selecção “órfã” dos campeões em oito desafios até ao regresso do “capitão”, ainda a tempo de disputar seis jogos de qualificação para o campeonato do Mundo de 2006.

Antes da fase final da competição, Figo ainda ficou de fora de dois particulares (2-0 à Croácia, em Coimbra, e 1-1 diante da Irlanda do Norte, em Belfast) e acabou por abandonar definitivamente a selecção após o jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial, no qual jogou 13 minutos como substituto de Pauleta.

Esse jogo marcou o desaparecimento da “Geração de Ouro” da selecção lusa, 5314 dias depois da estreia de Fernando Couto, a 19 de Dezembro de 1990, ainda antes do segundo título mundial, conquistado a 30 de Junho de 1991 na Luz, face ao Brasil.

Nos dois jogos seguintes, foi Paulo Sousa o titular, mas no imediato o então médio do Benfica só entrou a dois minutos do fim, pelo que o ciclo de encontros consecutivos com elementos da “Geração de Ouro” no “onze” só começou a 20 de Fevereiro de 1991.

Depois desse jogo, seguiram-me mais 132, que coincidem com o período mais produtivo da selecção principal: apuramentos para as fases finais dos Europeus de 1996 e 2000 e Mundial de 2002 e presença na final do Euro2004, perdida para a Grécia (1-2 na Luz, a 04 de Julho).

A “Geração de Ouro” é constituída por 34 futebolistas, mas as suas carreiras foram muito diferentes umas das outras e 15 deles nem chegaram a vestir a camisola da principal selecção lusa.

Abel Silva, Tozé, Resende, Amaral, Bizarro, Xavier, Morgado e Valido, campeões de 1989, e Cao, João Oliveira Pinto, Luís Miguel, Toni, Gil e Tó Ferreira, de 1991, e Brassard, presente nos dois mundiais, foram os jogadores que não chegaram a internacionais “AA”.

No pólo oposto, encontram-se Figo, recordista de jogos na selecção AA, com 127, Fernando Couto (110), Rui Costa (94), João Vieira Pinto (81), Paulo Sousa (51) e Jorge Costa (50), sem dúvida os jogadores mais emblemáticos desta geração, juntamente com Vítor Baía (80), que não entra nas contas por ter falhado o Mundial de 1989.

Capucho (34 jogos), Folha (26), Paulo Madeira (24), Abel Xavier (20), Paulo Alves (13), Peixe (12), Nélson (10), Rui Bento e Jorge Couto (ambos seis), Filipe e Tulipa (ambos três), Paulo Torres (dois) e Hélio (um) foram os outros campeões mundiais utilizados.

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