A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) classificou hoje como “matéria extremamente delicada” o inquérito do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), já na sua posse, relativo ao comportamento alegadamente incorrecto de Carlos Queiroz perante médicos da autoridade antidopagem.

O Diário de Notícias noticiou que a FPF tem um inquérito conduzido pelo IDP que visa um alegado comportamento incorrecto do seleccionador nacional, Carlos Queiroz, durante uma acção de médicos da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) no estágio da equipa portuguesa na Covilhã, que antecedeu o Mundial de futebol, na África do Sul.

“Trata-se de uma matéria extremamente delicada, a qual a FPF vai analisar em profundidade e pronunciar-se-á em tempo oportuno, depois de ouvidas todas as partes envolvidas”, lê-se na resposta deste organismo enviada a um conjunto de perguntas solicitado pela Agência Lusa.

O inquérito foi enviado à FPF via secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, esclareceu ainda a federação.

De acordo com o DN, o assunto poderá vir a ser tratado em reunião de direcção da FPF, havendo a possibilidade de ser aberto um processo disciplinar a Carlos Queiroz.

A lei do regime jurídico da luta contra a dopagem no desporto estabelece, no articulado relativo ao regime sancionatório, que constitui contra ordenação “a obstrução, a dilação injustificada, a ocultação e as demais condutas que, por acção ou omissão, impeçam ou perturbem a recolha de amostras no âmbito do controlo de dopagem, desde que o infractor não seja o praticante desportivo”.

De acordo com o diploma, a prática daqueles actos “constitui contra-ordenação muito grave, punida com coima entre os 3500 e os 10 000 euros”.

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