“Aguardo a descoberta da verdade e que os resultados apareçam, quaisquer que eles sejam, tem é que se chegar a uma conclusão. Iremos analisá-los e tomar depois as medidas que acharmos necessárias”, afirmou aos jornalistas em Viseu, onde terça-feira à noite participou no colóquio “Onda Azul Anti Doping”.

Luís Horta escusou-se a contar o que em concreto se passou no estágio da selecção portuguesa, na Covilhã, de preparação para o Mundial da África do Sul, durante uma acção de médicos da ADoP.

“Vou manter o silêncio, porque tudo aquilo que se passou tem que ser dirimido nos locais próprios. Não é nos meios de comunicação social que estes assuntos se tratam”, frisou, acrescentando que, conhecidos os resultados, se “existir ainda algo que não esteja bem esclarecido”, a ADoP esclarecerá a opinião pública.

O responsável reiterou que houve “um respeito total dos direitos dos atletas”, lamentando que tenha sido divulgada na comunicação social “muita informação incorrecta”.

“Da nossa parte todos os direitos dos praticantes foram respeitados, inclusivamente o direito à sua privacidade, ao descanso”, garantiu.

Luís Horta negou que os futebolistas tenham sido acordados às 06h00 para fazer o controlo, ainda que por vezes haja “atletas que escolhem ser controlados entre as 06h00 e as 07h00, outros entre as 07h00 e as 08h00”.

“Não é verdade que neste caso os atletas tenham sido acordados às 06h30. A equipa chegou às oito da manhã e os atletas começaram a ser controlados a partir das 08h15”, explicou.

Segundo adiantou, habitualmente os controlos feitos à selecção nacional são às 08h00, “muitas vezes inclusivamente por solicitação da própria federação”.

Por outro lado, a ADoP sabia “que os atletas nesse dia tinham treino às 10h30”, tendo considerado as 08h00 “a altura propícia para que pudessem fazer o controlo e estar despachados a horas para, com toda a calma e serenidade, iniciar o seu treino da manhã”.

Neste âmbito, considera que a ADoP preservou “direitos fundamentais dos atletas” e tentou “interferir o mínimo com as actividades diárias da selecção”.

Luís Horta contou que a FPF é, actualmente, “um dos principais parceiros que a Autoridade Antidopagem tem”, mostrando “uma atitude correctíssima e de colaboração extrema”.

Exemplificou com o facto de o número de controlos positivos ter baixado nos últimos anos, “fruto de um grande trabalho com a federação e a liga de futebol profissional”.

Questionado sobre a possibilidade de Carlos Queiroz deixar o cargo de seleccionador por causa dos alegados insultos, respondeu apenas que o assunto “foi tratado com bastante lisura e sempre na protecção da própria selecção nacional e do seu bem-estar”.

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