O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, afirmou hoje que a luta contra todas as formas de doping é «prioridade absoluta» para o organismo, garantindo «tolerância zero» contra a falta de verdade desportiva.

«A permanente luta contra todas as formas de doping é prioridade absoluta para a FPF, que, em articulação com as autoridades nacionais, tudo fará para que a tolerância seja zero contra todas as formas de falta à verdade desportiva, neste caso, através do consumo deliberado de produtos proibidos», disse em declarações à agência Lusa, à margem de uma conferência médica promovida pela FIFA, que se realiza em Budapeste.

Para o presidente da FPF, Portugal tem de «mostrar estar interessado, para lá das palavras, em implementar programas eficazes e determinados na erradicação absoluta do doping», avançando que o problema tem no futebol «uma escala já muito reduzida».

Na conferência, Jiri Dvorak, responsável pelo gabinete médico da FIFA admitiu que os árbitros podem vir a passar também pelos controlos antidopagem, num entendimento de que fazem parte do jogo e devem obedecer às mesmas regras.

A FIFA pediu também aconselhamento à Agência Mundial Antidopagem (AMA) em relação aos futebolistas que enfrentem suspensões por doping, nomeadamente em relação ao tempo adequado para que possam voltar a integrar os treinos das respetivas equipas.

Atualmente os regulamentos da AMA proíbem os jogadores suspensos de trabalharem com as respetivas equipas, o que implica que o regresso acaba por ser mais longo, por não estarem fisicamente aptos.

Na conferência, discutiram-se também temas como o da harmonização das penas a aplicar, a simplificação da recolha e do processo de análise ou a possibilidade de os agentes de arbitragem virem a ser integrados também num programa mundial anti-doping.

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