Ricardo Carvalho, que hoje surpreendeu ao renunciar à seleção portuguesa de futebol, foi durante muitos anos uma das pedras chave da equipa das “quinas”, tanto pela capacidade futebolística como de liderança.

O defesa central do Real Madrid, de 33 anos, que foi um dos esteios da defesa nos Europeus de 2004 e 2008 e nos Mundiais de 2006 e 2010, hoje abandonou o estágio da seleção antes da partida para o Chipre e horas mais tarde anunciou a renúncia, alegando sentir-se «desrespeitado e ferido» na sua dignidade.

Ricardo Carvalho sempre foi sinónimo de solidez, eficiência e sobriedade, algo ainda mais difícil face ao reduzido número de faltas que comete.

Rápido, excelente no jogo aéreo e com técnica fora do vulgar para um central, foi várias vezes comparado ao lendário defesa italiano Franco Baresi: apesar de não ter a estrutura física tão forte como outros centrais, joga muito na antecipação e sempre nos limites.

Predilecto de Pinto da Costa, que sempre lhe augurou grande futuro no FC Porto, Ricardo Carvalho, que rodou no Leça, Vitória de Setúbal e Alverca, ganhou outra dimensão já sob as ordens de José Mourinho, com quem conquistou vários títulos, destacando-se a Taça UEFA, em 2003, e a Liga dos Campeões, em 2004.

A sua consistência e capacidade fizeram com que Mourinho exigisse a sua contratação para o Chelsea, a troco de 30 milhões de euros, na altura a maior transferência do futebol português. Mais tarde, o “special one” fez questão de o levar para o Real Madrid, onde ainda joga.

Nesses anos de glória, chegou a ser eleito o melhor defesa europeu de 2003/04, entrando no “onze” ideal da UEFA, façanha que repetiu no Euro2004 e no "all star" que consagrou os melhores 23 do Mundial2006.

Em Inglaterra, continuaram os títulos e chegou novamente à final da Liga dos Campeões, em 2007/08, perdendo-a nas grandes penalidades para o Manchester United, mas os seus companheiros de equipa elegeram-no como o melhor futebolista da época.

No Mundial2006, protagonizou com Thierry Henry o lance que valeu a grande penalidade com que a França afastou Portugal da final.

A estreia na seleção ocorreu a 11 de outubro de 2003, no triunfo por 5-3, num particular com a Albânia.

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