Paulo Bento igualou esta sexta-feira os registos dos melhores selecionadores portugueses de futebol nos primeiros 10 jogos, ao somar o oitavo triunfo na receção à Islândia (5-3), no Estádio do Dragão, no Porto.

Com oito vitórias, em empate e uma derrota (24-5 em golos), o ex-técnico do Sporting passou a contar 80 por cento de vitórias, registo que, também com um “nulo” e um desaire, só José Augusto e António Oliveira alcançaram.

José Augusto conseguiu-o em 1972, à custa de uma bem sucedida participação lusa na Minicopa, no Brasil, onde Portugal somou seis vitórias, um empate e uma derrota, esta na final (0-1), face à seleção anfitriã.

Um golo de Jairzinho, aos 89 minutos, de acordo com algumas crónicas da altura com a mão, selou o único desaire que José Augusto sofreu nos primeiros 10 jogos à frente da equipa das “quinas”.

A série havia começado com dois triunfos, face ao Chipre (4-0 em casa e 1-0 fora), no arranque da qualificação falhada para o Mundial de 1974.

Por seu lado, António Oliveira também teve um início fulgurante, na primeira passagem pela seleção lusa, ao ceder igualmente apenas um empate e uma derrota na primeira dezena de jogos, a maioria na qualificação para o Euro96.

O ex-jogador de Sporting e FC Porto só não conseguiu vencer o Canadá (1-1, no Torneio Skydome, em Toronto) e a República da Irlanda, neste caso por culpa de um golo na própria baliza de Vítor Baía (0-1 em Dublin).

Mais tarde (15 de novembro de 1995), ao seu 13.º jogo, na Luz, numa noite de chuva, António Oliveira “vingar-se-ia” dos irlandeses, vencendo por 3-0 (golos de Rui Costa, Hélder e Cadete) e qualificando Portugal para o Europeu.

Antes, nos 10 primeiros jogos, oito acabaram com vitórias, incluindo os primeiros quatro: 2-1 na Irlanda do Norte, 3-1 na Letónia, 1-0 à Áustria e o primeiro 8-0 da história da seleção lusa, ao Liechtenstein, na Luz.

Destaque ainda, a fechar o seu “top 10”, para os 7-0 no Liechtenstein, a 15 de agosto de 1995, que são ainda hoje, a maior goleada lusa em solo estrangeiro.

Com este resultado, António Oliveira fez melhor do que José Augusto, ao terminar com um saldo positivo de 21 golos (27-6), contra 17 do “magriço”.
Mas, agora, mais de década e meia volvida, Paulo Bento igualou o seu ex-técnico na seleção, já que, também conseguiu um saldo positivo de 21 golos (29-8).

Sob o comando do ex-jogador de Benfica e Sporting, Portugal tem ainda o pleno de triunfos nos jogos oficiais, mas a vitória mais emblemática aconteceu num particular.

A 17 de novembro de 2010, no Estádio da Luz, a formação das “quinas” goleou a campeã europeia e mundial em título Espanha por 4-0, com um “bis” de Hélder Postiga e tentos de Carlos Martins e Hugo Almeida.

De resto, Paulo Bento cedeu um empate, face ao Chile, que empatou 1-1 em Leiria graças a um golo do “leão” Matias Fernandez, e pode orgulhar-se de só ter sido derrotado... pelo melhor jogador do Mundo.

A 09 de fevereiro, em Genebra, uma grande penalidade convertida pelo “catalão” Lionel Messi, com o fim à vista, permitiu à Argentina vencer por 2-1, em Genebra.

Além de José Augusto e António Oliveira, apenas mais três selecionadores lusos somaram mais de cinco vitórias nos primeiros 10 jogos: Manuel da Luz Afonso e Humberto Coelho conseguiram sete e Luiz Felipe Scolari seis.

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