“Há uma situação delicada, em que as partes têm de dialogar, partir muita pedra, para saber se continuam criadas as condições para Carlos Queiroz se manter à frente da selecção”, afirmou.

Em declarações à Agência Lusa, Toni, que fez parte da equipa técnica da selecção portuguesa no Euro84, lembra que ainda não há “dados objectivos” sobre o que aconteceu, mas apenas coisas que se ouviram, “como as declarações de Deco ou do Cristiano Ronaldo ou o caso do Nani”.

“Através do diálogo entre a direcção da Federação e Carlos Queiroz tem de se encontrar a melhor solução para a selecção portuguesa. Têm de ver se há condições para continuar, porque é impossível viver numa paz podre”, alertou.

Toni disse ainda não saber se já foi feito “um relatório sobre a participação de Portugal no Campeonato do Mundo”, nem “se a direcção da Federação já esteve reunida para debater” a presença na África do Sul.

“Aquilo que na minha opinião deverá acontecer é as partes debaterem o que se passou e só depois ver se há condições para continuar”, afirmou.
Humberto Coelho, seleccionador luso no Euro2000, disse não conhecer profundamente o caso dos alegados insultos de Queiroz a elementos da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).

“Acho que um seleccionador tem de agir de forma responsável em todas as situações. É o que tenho feito sempre”, limitou-se a dizer.

O Diário de Notícias noticiou que a FPF tem um inquérito conduzido pelo IDP que visa um alegado comportamento incorrecto do seleccionador nacional, Carlos Queiroz, durante uma acção de médicos da ADoP no estágio da equipa portuguesa na Covilhã, que antecedeu o Mundial2010.

A direcção da FPF reúne-se na sexta-feira, às 15:00, num encontro em que a decisão sobre a continuidade de Queiroz na selecção portuguesa deverá ser debatida.

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