O argentino Marcelo Bielsa, que se demitiu na sexta-feira do cargo de treinador da Lazio, dois dias depois de assinar, justificou hoje que o clube não cumpriu o acordo de reforçar o plantel de futebol.

“Após quatro semanas a trabalhar convosco, não assinámos com nenhum dos sete reforços pedidos e incluídos no projeto aprovado pelo presidente Claudio Lolito”, escreveu Bielsa, numa carta dirigida na sexta-feira à Lazio e hoje tornada pública.

O treinador argentino diz que ficou decidido que esses reforços eram necessários, tendo em conta a saída de 18 jogadores que estavam na última época e que a Lazio lhe prometeu a chegada até 05 de julho de quatro dos sete reforços, o que não aconteceu.

“Ficou definido, como condição essencial ao projeto, que teríamos quatro jogadores antes de 05 de julho, que pudessem participar no estágio. Até à data nenhum assinou”, justificou ainda o argentino.

O treinador lamentou também que o clube italiano tenha anunciado a sua chegada na quarta-feira, quando as condições não estavam reunidas.

Marcelo Bielsa, apelidado de ‘El Loco’, diz ainda na carta que tem “outras ofertas”.

Na sua carreira, o técnico, de 60 anos, orientou Newell’s Old Boys e Veléz Sarsfield (Argentina), Atlas e América (México), Espanyol e Athletic de Bilbau (Espanha), e Marselha (França).

Depois de comandar o Marselha em 2014/15, Bielsa demitiu-se logo após primeira jornada do campeonato francês de 2015/16, na sequência de uma derrota em casa, frente ao Caen (1-0).

O treinador tem também larga experiência ao nível de seleções, com passagens pela equipa da Argentina (1999 a 2004), cujo cargo está vago, e Chile (2007 a 2011).

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