O Sporting defronta na noite de quinta-feira, em Barcelos, a partir das 20h45, o Gil Vicente, em encontro dos quartos-de-final da Taça e Rui Borges,, treinador dos leões, fez a antevisão à partida, falando também de outros assuntos da atualidade dos verdes e brancos, entre eles a onda de lesões, e olhando também para a questão da arbitragem.

Momento da equipa, face às adversidades: "Em alguns momentos todos nós sentimos tanta adversidade pelo que nos tem acontecido, tanto em termos de lesões como de jogo. Mas vejo o plantel focado no objetivo de ser campeão. No nosso dia a dia, não sou dos que fala bonito. O grupo está feliz, apesar de tudo o que nos tem acontecido está focado, resiliente, muito humano na ligação de uns com os outros, na ajuda em termos de treino e de diálogo. Mesmo quem está de fora está com ânimo de lutar. Apesar de tudo, ainda somos primeiros e mantemos o objetivo intacto. Dependemos apenas de nós".

Varandas falou da importância que pode ter chegar na frente à paragem de seleções: "É natural que se pense nisso. Mas como treinador tenho de pensar a curto prazo, tenho de ganhar este jogo e depois pensar nos próximos. O espaço temporal que o presidente falou, é com a esperança de que consigamos recuperar alguns jogadores que estejam lesionados e o grupo mais forte do plantel. Ainda ontem fizemos no quadro o onze para o Gil e um onze dos jogadores que estão de fora. Queremos ter todos para conseguirmos estar mais perto dos objetivos."

Arbitragens: "Continuo a dizer que não gosto de falar de arbitragens. Falei do VAR porque já tinha pedido igualdade de critérios há 15 dias, já há algum tempo que o peço, até porque a arbitragem foi boa, os lances em questão foram do VAR. O presidente disse e bem que na Liga da Verdade o Sporting devia ter mais cinco pontos, mas nem vou por aí. Só peço o mesmo critérios para todos, grandes pequenos, todos."

Treinadores deviam exigir plantéis mais largos: "Penso que sim, os plantéis mais largos... Tenho ouvido grandes treinadores a falar nisso, que no futuro vão querer plantéis mais longos, a exigência é cada vez maior. No meu caso chego com um plantel já construído, tenho de me adaptar um bocadinho, como é lógico. É importante olhar para o jogo de forma clara e entender que o Rui Borges mudou um bocadinho, mas não pode mudar muito porque não treina. Mas concordo, faz todo o sentido os plantéis serem maiores. Mas há treinadores que preferem mais curto, porque vai ser mais competitivo... Eu não penso assim, preferido gerir 27 do que 20. Estou cá para tomar decisões, vai agradar a uns, não tanto a outros, tenho de saber lidar com isso".

Quebras nas segundas partes: "É algo que temos de perceber a forma como podemos ser mais intensos. Falando de Vitória e Sporting, são clubes que tinham muitas competições. Se pensam que o Rui Borges pede para baixar linhas, devem ver futebol aos quadrados. Eu não peço para o fazer. Fiz contra o FC Porto e sofri golo perto do fim. Com o passar do tempo é natural que não consigamos ser tão intensos, que a equipa dê mais tempo ao adversário e acabamos por perder rigor pela frescura física e mental. O AVS não foi caso disso. Acabámos por dar os golos ao AVS. Contra Benfica, FC Porto, Dortmund, acontece mas são grandes equipas. Tem-nos faltado rigor nos jogos porque não temos vindo a ter tempo para preparar esses jogos. Já no Vitória era igual. Caímos nas segundas partes porque somos sempre muito intensos e depois, quando queremos dar frescura, fica curto..."

Sente-se um bombeiro a apagar fogos? "Aqui não há fogos, temos tido muitas lesões que não controlamos. Tenho de arranjar soluções, não vou lamentar-me. Agora nem são as lesões, é acabar dois jogos com onze. Treino com um orgulho enorme o Sporting, apesar de todos os contratempos que vamos tendo. O dia a dia aqui na academia é muito bom. Quando não ganhamos custa, mas jamais deixamos de nos ouvir, de estar com a ambição de dar resposta."

Possível saída de Morita: "A mim ninguém me disse que ele ia sair. É um jogador que tem contrato com o Sporting, que eu prezo muito e com quem eu conto bastante no clube."

Ponto de situação dos lesionados: "Vamos ver se conseguimos integrar o Geny Catamo para amanhã. "O Pedro Gonçalves não está apto, não vou estar a antever datas e está fora para o jogo. O Viktor está disponível, tenho tentado gerir um pouco o Viktor. Ele vem de uma lesão, não a tem, é certo, mas temos de controlar os minutos, voltou com o Arouca, faz 90 minutos e não era suposto fazê-los, corremos algum risco. Já o tivemos de gerir na Alemanha, temos de continuar a ter algum cuidado para não existirem novas recaídas."

O que espera do Gil Vicente: "Acho que o Gil joga muito bem, valoriza muito o jogo ofensivo, tem muita qualidade no último terço, muito difícil porque gosta de jogar. Acho que nos vai criar bastantes problemas, tem um treinador diferente, mas não mudou muito a sua estrutura ofensiva e defensiva. Pela capacidade e qualidade individual é uma equipa muito boa a jogar em sua casa. Mas não podemos em momento algum perder o rigor. É uma equipa que vai estar motivada porque quer estar motivada".