O Lourosa perdeu na tarde deste domingo com o São João de Ver, em jogo a contar para a primeira pré-eliminatória da Taça de Portugal e os jogadores acabaram a fazer o percurso de regresso para casa a pé.

Ao jornal 'O Jogo', o presidente do clube referiu que fazer o percurso para Lourosa a pé, que ronda os cinco quilómetros, tinha sido uma decisão tomada pelos jogadores "como consequência da má exibição", mas, mais tarde, o Sindicato dos Jogadores negou esse cenário.

"Já falei com os jogadores. Ao contrário do que diz o presidente, não foram os jogadores que decidiram vir a pé, foi uma atitude presidencialista e inaceitável. Numa altura em que se tenta credibilizar o Campeonato de Portugal, há dirigentes que se prestam a isto, ainda para mais um presidente de um clube que tem feito uma aposta de colocar a equipa num patamar mais elevado", revelou Joaquim Evangelista ao mesmo jornal.

"No início da época, em vez de dividir o grupo está a dividi-lo. O apelo que faço ao presidente é que tenha o bom-senso de falar com o treinador e jogadores e dar um sinal de união e não o contrário. O que fez foi deixar o grupo de trabalho à sua sorte. Isto é ofensivo para o país desportivo. Não é só para o Lourosa, é para o país desportivo. Condeno veemente este episódio e apelo ao presidente para fazer algo", acrescentou o presidente do Sindicato de Jogadores.

A mesma fonte avança que o presidente do Lourosa, Hugo Mendes, dispensou o autocarro do clube, com o objetivo de que os jogadores regressassem a Lourosa na carrinha do clube com o roupeiro. O veículo só poderia transportar cinco jogadores de cada vez e, perante a situação, os atletas preferiram fazer o percurso a pé.

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