O argelino do Sporting Slimani foi esta quinta-feira castigado por um jogo pelo Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), por agressão ao grego do Benfica Samaris, no jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal.

Os 'grandes' lisboetas já foram notificados da decisão do CJ, depois de, em 08 de abril, Slimani ter sido absolvido pelo Conselho de Disciplina (CD) da FPF, pelo lance do encontro realizado a 21 de novembro do ano passado e vencido pelo Sporting, por 2-1, na sequência de uma queixa dos ‘encarnados’.

O lance entre Slimani e Samaris ocorreu no início da segunda parte do dérbi, tendo o argelino assinado o tento da vitória dos ‘leões’, durante o prolongamento.

No acórdão do CD, que era passível de recurso para o CJ, os membros do órgão disciplinar consideram que o contacto entre os dois jogadores não representa uma agressão, decidindo “julgar improcedente a acusação e, em consequência, absolver o arguido Islam Slimani”.

O avançado argelino era acusado pelo Benfica de ter agredido o médio grego, atingindo-o com o braço na nuca, num lance ocorrido no primeiro minuto da segunda parte do encontro que o Sporting viria a ganhar por 2-1, após prolongamento.

“Dos factos dados como provados, não resulta que o jogador Samaris se sentisse ofendido no seu corpo ou saúde e muito menos resulta que o jogador Slimani tivesse como primeira intenção agredi-lo”, lê-se no acórdão do CD, segundo o qual Slimani quis pressionar o detentor da bola – Pizzi - e Samaris tentou impedi-lo.

O CD concluiu que ambos tiveram “uma conduta menos própria, mas disciplinarmente não sancionada na grande maioria dos jogos de futebol, mormente no jogo em questão”, em que “existiram lances de igual ou maior impetuosidade física e o árbitro do jogo ‘deixou jogar’”.

Para o CD, não tinha ficado provado que Slimani tenha corrido na direção de Samaris e o tenha atingido com o braço direito na nuca agindo de forma livre e consciente.

Depois de observar as imagens do encontro e após ouvir Jorge Sousa, árbitro do encontro, o CD também entendeu que nenhum dos elementos da equipa de arbitragem - assistentes e quarto árbitro incluídos – viu a situação, contrariando a defesa de Slimani.

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