O português Emanuel Macedo de Medeiros, reeleito presidente da Sport Integrity Global Alliance (SIGA), disse hoje que o próximo mandato vai ser um “ciclo de concretização” dos “propósitos estratégicos” da organização, assentes na “boa governança” e “integridade” desportivas.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente, que foi reeleito por unanimidade, realçou que os primeiros quatro anos na liderança serviram para “constituir a SIGA enquanto organização assente em bases democráticas” e com uma “linha programática clara”.

“Concluído que está esse primeiro ciclo de constituição, agora há o ciclo de concretização. Todas os propósitos estratégicos que temos vindo a trilhar nestes próximos quatro anos vão ser concretizados”, afirmou.

E acrescentou: “esse é um mandato todo ele direcionado para a ação e para a concretização. É um mandato para marcar golos e ganhar esse desafio”.

Emanuel Macedo de Medeiros foi reeleito hoje para um mandato de quatro anos à frente da SIGA, uma organização mundial com mais de uma centena de parceiros (desde empresas, governos a Organizações Não Governamentais), destinada a promover a integridade no desporto.

O dirigente português disse ter como objetivo para o próximo mandato a “implementação”, por parte de várias instituições, dos “standards universais sobre integridade” definidos pela SIGA.

Segundo realçou, esses standards assentam em quatro capítulos, a “boa governança”, a “integridade financeira”, a “regulação das apostas desportivas” e a “formação e proteção dos menores”.

“Hoje, os principais patrocinadores percebem que não podem continuar a investir os seus recursos financeiros às cegas. Querem e exigem que as organizações desportivas se submetam ao sistema de rating da SIGA e implementem os standards da SIGA. É um game changing [grande mudança] para toda a indústria, afirmou.

O dirigente considerou que o “sistema independente” da SIGA é o “único instrumento capaz de avaliar com objetividade e rigor” a integridade das organizações desportivas.

“Queremos que movimento desportivo assuma as suas responsabilidades e esteja à altura das expectativas da sociedade, implementando esses standards universais. É a única forma de justificar a paixão dos adeptos e a confiança dos investidores”, defendeu.

O CEO da SIGA considerou o comprometimento da UEFA em implementar as normas da SIGA como um “momento marcante e de viragem no desporto”.

“O que nos propomos fazer nos próximos quatro anos é reforçar esse movimento global, quer em termos de representatividade em números, como em legitimidade, para que possamos prosseguir esse nosso trabalho de integridade no desporto”, assinalou.

Emanuel Macedo de Medeiros considerou que o “futuro do desporto tem de ser assumido pelo próprio desporto” e “não pode ser determinado” por “escândalos, nem por casos de polícia e de tribunais”.