O desporto adaptado português entra no ano de 2020 com 17 vagas em quatro modalidades asseguradas nos Jogos Paralímpicos do próximo verão, nos quais ambiciona estrear-se em novas disciplinas e manter a tradição de conseguir pódios.

A cerca de sete meses dos Jogos Paralímpicos Tóquio2020 e ainda com muitos apuramentos por disputar, Portugal tem asseguradas 17 vagas, todas não nominais, nas modalidades de atletismo, paraciclismo, paracanoagem e boccia.

A ambição de se estrear em novas modalidades, assumida pela chefe da missão paralímpica Tóquio2020, Leila Marques, foi, para já, conseguida na paracanoagem, depois de Norberto Mourão ter garantido uma vaga para Portugal, com um segundo lugar no Campeonato do Mundo de 2019, disputado em Szeged, na Hungria.

Com 10 modalidades integradas no projeto de preparação para os Jogos, que se disputam entre 25 de agosto e 06 de setembro, a ambição de conseguir a estreia em novas disciplinas mantêm-se, sobretudo no badminton e no triatlo.

O boccia é a única modalidade com a qualificação já fechada, tendo Portugal conseguido apurar a quota máxima de 10 atletas, através dos lugares de ‘ranking’ das várias vertentes deste desporto.

No atletismo, Manuel Mendes, medalha de bronze na maratona dos Jogos Paralímpicos Rio2016, foi o primeiro a assegurar uma vaga para Portugal, com a quarta posição na maratona de Londres de 2019, disputada em abril.

Nos Mundiais de atletismo paralímpico, que decorreram em novembro, no Dubai, Portugal assegurou mais quatro vagas nos em Tóquio, com as medalhas de prata de Carolina Duarte nos 400 metros T13 (deficiência visual) e de Sandro Baessa nos 1.500 metros T20 (deficiência intelectual), o bronze de Carina Paim nos 400 metros T20 e o quarto lugar de Érica Gomes no salto em comprimento T20.

No paraciclismo, Portugal tem também assegurada uma vaga, conseguida através do ‘ranking’ a 31 de dezembro de 2018, assegurada em função dos pontos conquistados pelos atletas lusos nas provas internacionais em 2017 e 2018.

Portugal, que somará em Tóquio a 10.ª participação consecutiva em Jogos Paralímpicos, esteve representado por 37 atletas, em sete modalidades, nos últimos Jogos, disputados no Rio de Janeiro, em 2016.

A poucos dias do início dos Jogos Paralímpicos anteriores, Portugal viu a sua comitiva de atletas ser aumentada de 29 para 37 atletas, devido à redistribuição de quotas motivada para exclusão da Rússia, na sequência da descoberta de um escândalo de doping com apoio estatal, tendo tido a terceira maior representação de sempre, depois de Sydney2000 (52) e da Atenas2004 (41).

Ao longo de 10 participações, nove das quais consecutivas, Portugal conquistou 92 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo atletismo, com 53, o boccia, com 26, e a natação, com nove, as três modalidades com mais pódios.

O contrato-programa de preparação para os Jogos Tóquio2020 celebrado entre o Comité Paralímpico de Portugal e Governo tem um valor de 6,9 milhões de euros, verba que supera em 3,1 milhões a disponibilizada para os Jogos Rio2016 e em 4,6 milhões o valor disponibilizado para Londres2012.

Tóquio vai entrar para a história como a primeira cidade a acolher duas edições dos Jogos Paralímpicos, depois de ter sido palco da competição em 1964, ano no qual também acolheu os Jogos Olímpicos.

A maior competição mundial para atletas com deficiência, que teve a génese numa competição criada em 1948 para veteranos de guerra com lesões na espinal medula, realizou-se pela primeira vez, no seu atual formato, em Roma, em 1960.

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