O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) destacou hoje a capacidade de superação dos atletas portugueses, que, embora em desvantagem de condições com os seus adversários diretos, conseguem afirmar-se como referências.

“Portugal viveu nos últimos dias momentos de exaltação através de excelência dos seus atletas que se sagraram campeões europeus em diversas modalidades, contribuindo para projetar a imagem do país e forjar sentimentos de identidade comum, que nos unem aos diversos pontos do globo onde se fala a nossa língua”, começou por dizer José Manuel Constantino, na receção da Missão Olímpica ao Rio2016 pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nos Jardins do Palácio de Belém.

O presidente do COP prosseguiu recordando que nas últimas semanas mais de duas dezenas de atletas em várias modalidades desportivas foram medalhados em campeonatos da Europa e do mundo, com alguns a serem mesmo campeões.

“São sinais muito inspiradores que nos animam face aos nossos desempenhos do Rio de Janeiro”, considerou, ao mesmo tempo que destacava o facto de o desporto pontificar como uma exceção à escassez de referências nacionais.

José Manuel Constantino lembrou que as conquistas lusas ultrapassam “os condicionalismos de um país periférico”, com menor número de praticantes desportivos e de investimento que a generalidade dos adversários que algumas vezes supera nas grandes competições.

“Portugal parte, por isso, em clara desvantagem com os seus mais diretos adversários. Não é uma desculpa. Não é um queixume, é uma simples constatação, que torna mais exaltante o feito destas mulheres e destes homens”, sublinhou.

O dirigente olímpico elogiou uma missão, composta por mais de 90 atletas, de 16 modalidades, que leva consigo “milhares de horas de treino, algumas lesões”, e cuja maioria viveu na invisibilidade mediática durante quatro anos.

Aos atletas, o presidente do COP recordou que fazer parte da equipa olímpica de Portugal e representar o país é uma enorme distinção.

“Acreditamos que se conseguiram estar entre os melhores, têm agora todas as condições para expressar as melhores capacidades neste momento único que são os Jogos e, se isso ocorrer, como todos desejamos, o país saberá reconhecer a relevância dos serviços que lhe foram prestados”, disse.

Constantino, que dirigiu uma palavra aos técnicos, árbitros, juízes ou supervisores que também vão representar Portugal no Rio2016, espera que, acima de qualquer resultado desportivo, prevaleça o sentido de missão e dignidade exigíveis a uma missão olímpica nacional.

Já Nelson Évora, campeão olímpico no triplo salto em Pequim2008, destacou que é bom sentir que, tanto da parte política, como de quem representa os atletas, o discurso mudou.

"Antes, saíamos daqui quase com a obrigação de ganhar medalhas, e agora fala-se de desfrutar dos Jogos Olímpicos", elogiou.

Na cerimónia, no qual discursaram também Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro, António Costa, estiveram presentes 46 elementos da comitiva nacional que estará no Rio de Janeiro, entre 05 e 21 de agosto.

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