Krystina Tsimanouskaya embarcou num avião que partiu de um aeroporto em Tóquio para Viena, mas dali é esperado que viaje para a Polónia, país que lhe ofereceu um visto humanitário.

Antes de sair do Japão, Tsimanouskaya, de 24 anos, disse que esperava poder continuar a sua carreira como velocista, mas que a segurança era a sua prioridade imediata.

O seu marido fugiu rapidamente, quando percebeu que a atleta não voltaria para a Bielorrússia e, ainda hoje o governo polaco disse ter-lhe concedido também um visto humanitário, anunciou o porta-voz do governo Piotr Muller aos jornalistas.

O aeroporto de Viena indicou que o voo direto de Tsimanouskaya aterrou hoje às 15:08 (14:08 em Lisboa).

Vadim Krivosheyev, ativista da Fundação de Solidariedade Desportiva da Bielorrússia, disse que a atleta embarcou no voo para a Áustria em vez de Varsóvia a conselho das autoridades polacas.

“A decisão de mudar de rota e voar para Viena foi tomada pelo governo polaco por razões de segurança”, afirmou Krivosheyev à Associated Press, adiantando que a atleta deve dirigir-se para Varsóvia no final do dia de hoje.

A atleta de 24 anos, que participava nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, refugiou-se na embaixada da Polónia na capital japonesa depois de se ter negado a ser repatriada para Minsk.

Tsimanouskaya pediu proteção policial no aeroporto de Haneda, Tóquio, na passada segunda-feira quando o comité desportivo bielorrusso tentou "à força" obrigá-la a regressar à Bielorrússia.

A Polónia que apoia os exilados políticos bielorrussos da oposição contra o regime de Alexander Lukashenko ofereceu-se para receber a atleta olímpica.

O Comité Olímpico Internacional iniciou uma investigação para esclarecer o caso.

Tsimanouskaya apoiou os protestos contra o regime de Lukashenko e mantém contactos com dissidentes no interior do país temendo, por isso, represálias no regresso à Bielorrússia, explicou a atleta em vários vídeos que divulgou através das redes sociais, na semana passada.

Entretanto, a atleta pediu medidas cautelares de urgência ao Tribunal de Arbitragem Desportivo para que fosse anulada a decisão do comité bielorusso que não a deixou participar na prova de classificação dos 200 metros mas o pedido não foi considerado "porque a atleta não conseguiu provar o caso".

Na quinta-feira passada a desportista olímpica já tinha sido acusada pela televisão da Bielorrússia de ter perdido "espírito de equipa" e o "equilíbrio psicológico e emocional".

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