Fernando Pimenta fez grande pressão – incluindo pública – para fazer o K1 1.000, mas o selecionador Ryszard Hoppe e a federação presidida por Mário Santos, Chefe de Missão de Portugal em Londres2012, estavam em sintonia com um plano diferente: em K1 Portugal dificilmente entraria na luta pelas medalhas, mas em K2 sobrava confiança para o pódio dos Jogos Olímpicos.
Ponte de Lima uniu-se em torno de Fernando Pimenta, o presidente da federação ouviu «várias sensibilidades desportivas e políticas», mas a decisão, firme, estava tomada – o canoísta ainda sugeriu acumular as competições, mas fazer quatro provas em menos de duas horas inviabilizaram o seu sonho.
Três semanas fora da agitação e em estágio na Polónia antes de rumarem a Inglaterra deixaram a dupla com “cabeça limpa” e foi assim, totalmente concentrada no objetivo, que o êxito foi possível, mostrando, mais uma vez, no mais mediático palco internacional, o seu valor e da canoagem portuguesa.
Há um ano, o sonho de medalha da canoagem masculina era diferente, pois estava concentrado no K4 1.000 (incluía ainda João Ribeiro e David Fernandes), campeão da Europa com recorde do mundo, mas que, volvidos apenas dois meses, falhou a qualificação para Londres.
Numa prova atípica – em três parciais Portugal foi a tripulação mais rápida em prova e no outro a mais lenta – os lusos ficaram de fora e as contas olímpicas tiveram de ser reequacionadas.
Sem espaço para mais tentativas em K4, Portugal podia apenas aspirar a qualificar o K2, juntando os seus canoístas mais fortes: a missão era complicada, pois havia apenas uma vaga disponível para a Europa, mas em maio, na Polónia, os lusos mostraram o potencial e querer que agora os levou ao pódio.

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