O Festival Olímpico da Juventude Europeia (FOJE) vai contar com 63 atletas portugueses em prova, de domingo a 30 de julho, na cidade eslovaca de Banska Bystrica, no andebol, atletismo, badminton, ciclismo, ginástica artística, judo, natação e ténis.

A prova, organizada sob a égide dos comités olímpicos europeus, contará com pouco mais de seis dezenas de atletas lusos, entre os 14 e os 18 anos, e junta cerca de 2.500 atletas de 48 países, em 10 disciplinas divididas por 13 instalações desportivas em solo eslovaco.

“Os objetivos desportivos passam pelos atletas conseguirem melhorar os seus recordes pessoais. Se isso se traduzir em medalhas, melhor”, explicou à Lusa a chefe de missão pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), Catarina Monteiro.

Sem ser fácil avalizar o valor desportivo das várias missões, porque para muitos esta é a primeira experiência num evento internacional desta dimensão, os recordes pessoais e a experiência, “o primeiro contacto com a realidade olímpica”, são o foco da delegação portuguesa, hoje apresentada.

“O FOJE tem sido uma oportunidade para a revelação de alguns dos grandes talentos portugueses das últimas décadas, que confirmaram, mais tarde, o seu valor nos Jogos Olímpicos”, destacou.

Os nomes saem rapidamente: “Cristiano Ronaldo, Nelson Évora, Fernando Pimenta, Sérgio Paulinho, Nelson Oliveira, Patrícia Mamona”, espelham muita da história do desporto português nos últimos 20 anos.

“Portugal nunca falhou uma edição. O COP faz questão de estar presente e faz um investimento neste tipo de eventos desde 1991. Existem provas dadas de que este evento é algo que devemos manter no que diz respeito ao programa de missões do COP”, acrescentou a chefe de missão.

Testemunha desse papel é a Jovem Embaixadora da Missão, a nadadora olímpica Tamila Holub, que poderá atestar “a parte educacional muito forte do FOJE”, a partir dos valores do movimento olímpico.

“É muito importante que esta experiência, neste tipo de eventos multidesportivos, aconteça, para que possam perceber o caminho que todos querem fazer até aos Jogos Olímpicos”, remata.

Em Baku2019, Portugal conseguiu apenas uma medalha, o bronze de Raquel Brito no judo, depois de duas em Gyor2017, o ouro do atleta Etson Barros e a prata do judoca Manuel Rodrigues.

Antes, um ‘jejum’ de três edições: Trabzon2011, Utrecht2013 e Tbilisi2015, num passado que teve em 2005, em Lignano Sabbiadoro, a melhor edição: nove medalhas, entre elas um ouro num quarteto, na canoagem, que incluía o duplo medalhado olímpico Fernando Pimenta.

Outros ‘ilustres’ que foram ao pódio no FOJE incluem Liliana Cá, Arnaldo Abrantes e Diana Gomes, em Paris2003, Nelson Évora, em Murcia2001, várias medalhas de seleções de futebol e os ouros de Marcos Fortes e Sérgio Paulinho, ciclista que foi à prata nos Jogos Olímpicos Atenas2004.

O início da história foi em Bruxelas1991, com cinco medalhas.

O Festival Olímpico da Juventude Europeia arranca domingo e termina no dia 30 de julho em Banska Bystrica, Eslováquia.

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