O selecionador nacional de andebol, Paulo Pereira, afirmou que Portugal precisa de se "superar" para conseguir pontos diante da França, em jogo de qualificação para o europeu de 2020, na Áustria, na Noruega e na Suécia.

Após as vitórias no arranque do grupo 6, sobre Roménia (21-13) e Lituânia (24-23), a equipa lusa ocupa o segundo lugar, com quatro pontos, os mesmos da líder França, seleção que vai defrontar na quinta-feira, às 20:00, em Guimarães, e que, para o treinador português, está "seguramente entre as três melhores do mundo" - foi, por exemplo, campeã europeia em 2014 e mundial em 2015 e 2017.

"Para podermos fazer alguma coisa de interessante, vamos mesmo de ter de nos superarmos. Temos de estar centrados nos detalhes do jogo. Eles têm resposta para tudo", disse aos jornalistas, após o treino que decorreu na terça-feira no pavilhão multiusos da cidade minhota, palco do desafio.

O selecionador realçou que o adversário é forte a atacar e está munido de um bloco de "excelentes defensores", "muito grandes" e capazes de "ocupar muito espaço", mas lembrou que os 18 jogadores que reuniu para o duplo confronto com os gauleses - Portugal joga em Estrasburgo, no domingo - querem assinar uma "prestação excelente".

Paulo Pereira acrescentou mesmo que a principal vantagem lusa na antecâmara de defrontar uma seleção como a França é que a hipótese de Portugal vencer "jamais passará pela cabeça dos franceses".

Sem hipótese de contar com os lesionados Alexandre Cavalcanti, lateral do Benfica, e Alfredo Quintana, guarda-redes do FC Porto, o técnico disse confiar nos guarda-redes de que dispõe - Humberto Gomes, do ABC, e Hugo Figueira, do Benfica - e também na "excelente defesa" da seleção.

Para se apurar para o europeu de 2020, o primeiro com 24 seleções, Portugal precisa de obter um dos dois primeiros lugares do grupo 6 ou de ser um dos quatro melhores terceiros dos oito grupos da fase de qualificação.

Com "grandes expetativas" para o que resta jogar na qualificação, o selecionador nacional afirmou que qualquer ponto no duplo confronto com a França torna o caminho para o europeu "muito mais curto", mas admitiu que, teoricamente, o apuramento vai ser decidido em junho, nos dois últimos jogos, perante Roménia e Lituânia.

Paulo Pereira, que, além da seleção portuguesa, treina os romenos do CSM Bucareste, lembrou que, nesta altura da época, não é fácil liderar um plantel de andebol, já que os "jogadores estão cansados" face às muitas partidas que têm de jogar.

"Às vezes, é um bocadinho difícil centrar os jogadores. Temos de ir gerindo o [esforço] para eles chegarem à hora do jogo e poderem competir ao máximo nível", explicou.

Um dos 18 convocados para os jogos com a França é Rui Silva, central do FC Porto. Natural de Guimarães, o jogador, de 25 anos, disse que a seleção conta com a ajuda de um pavilhão esgotado (2.800 lugares) para mostrar que quer regressar a um torneio em que não participa desde 2006 (europeu da Suíça).

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