O FC Porto sofreu hoje a quinta derrota em cinco jogos na Liga dos Campeões de andebol, ao perder perante o seu público com os dinamarqueses do GOG, por 26-33 (10-15 ao intervalo).

A equipa portista continua, assim, no último posto do Grupo A da prova, com zero pontos, e na próxima jornada joga fora, a 03 de novembro próximo, com o Paris Saint-Germain, um dos grandes favoritos a vencer a competição.

É um mistério o desempenho europeu do FC Porto nesta época, sendo que o hoje a equipa orientada por Magnus Andersson voltou a ser dominada do princípio ao fim por um adversário que se destacou pelo seu jogo simples, mas muito eficaz, e que contou com um guarda-redes ao mais alto nível.

Os portistas fizeram 50 remates à baliza de Tobias Thulin e marcaram 26 golos e o GOG fez igual número de remates e alcançou 33 golos, o que diz muito quando à eficácia concretizadora de uma equipa e de outra.

O guardião dinamarquês efetuou 15 defesas, dez delas na primeira parte, e os guarda-redes do FC Porto, Sebastian Frandsen, que foi titular, e Nikola Mitrevski, somaram oito defesas.

Os números servem apenas para confirmar superioridade evidenciada pelo GOG, que ganhou vantagem no marcador muito cedo e nunca mais a perdeu, impondo-se a em todos capítulos a um FC Porto lento, descrente e por vezes até conformado com o rumo das coisas.

Os portistas apontaram oito golos nos primeiros 25 minutos, o que revela o seu desacerto ofensivo tanto devido a erros próprios, com destaque para as perdas de bola, como à segurança que o GOG demonstrou na defesa e a enorme atuação de Tobias Thulin.

Jack Thurin e Rui Silva tentaram disfarçar a desinspiração geral do FC Porto, mas sem êxito, e foi sem surpresa que GOG chegou ao intervalo a vencer já por cinco golos de diferença (10-15).

Iturriza abriu a segunda parte com mais um golo para a sua conta pessoal (11-15), mas depois os visitantes conseguiram um parcial de 3-0 e o resultado passou para 11-18, com o FC Porto incapaz de reagir e travar o andebol rápido, dinâmico e objetivo que o adversário apresentou.

A um quarto de hora do fim, o FC Porto encontrava-se nove golos atrás do GOG (17-26) e a sorte do jogo estava traçada, apesar de uma outra reação isolada e inconsequente nos campeões nacionais, o que, porém, nunca pôs em causa o domínio e a confortável vitória do pragmático conjunto dinamarquês.

Ficha de jogo

Jogo no Pavilhão Dragão Arena, no Porto

FC Porto – GOG, 26-33.

Ao intervalo: 10-15.

Sob a arbitragem de Kursad Erdogan e Ibrahim Ozdeniz, da Turquia, as equipas alinharam e marcaram:

- FC Porto (26): Sebastien Fradsen, António Areia (1), Jack Thurin (5), Rui Silva (2), Victor Iturriza (4), Nicolaj Christensen (1) e Diogo Branquinho. Jogaram ainda: Daymaro Salina (2), Pedro Valdés, Fábio Magalhães (2), Jacob Mikkelsen (2), Miguel Alves (3), André Sousa (2), Leonel Fernandes (1), Ignacio Plaza (1) e Nikola Mitrevski.

Treinador: Magnus Andersson.

- GOG (33): Tobias Thulin, Oscar Rasmussen (3), Emil Madsen (2), Christoffer Dreyer, Lukas Jorgensen (4), Simon Pitlick (7) e Jerry Tollbring (9). Jogaraam ainda: Nicolai Pedersen (1), Nejc Cehte, Morten Olsen (3), Lauritz Legér (2), Hjalte Lykke (2) e Mathias Dorgelo.

 Treinador: Nicolej Krickau.

Marcha do marcador: 2-1 (05 minutos), 3-7 (10), 5-9 (15), 6-11 (20), 8-14 (25), 10-15 (Intervalo), 12-18 (35), 15-22 (40), 17-26 (45), 19-28 (50), 23-30 (55) e 26-33 (final).

Assistência: Cerca de 1.218 espetadores.

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