A Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) manifestou hoje “profundo pesar” pela morte do guarda-redes de andebol do FC Porto Alfredo Quintana, campeão da Universíada de 2015.

Em comunicado, a FADU recorda que o internacional português frequentou o curso de Ciências do Desporto na Faculdade de Desporto na Universidade do Porto, tendo conquistado a medalha de ouro na competição universitária, disputada em Gwangju, na Coreia do Sul.

A estrutura académica enaltece o “percurso notável no desporto”, que, “a par disso, e apesar de ser difícil conciliar os estudos com os compromissos enquanto desportista de alto nível, vincou sempre a vontade de querer terminar o curso de Ciências do Desporto”.

“A FADU endereça à família, amigos, companheiros de equipa e a todos os que sentem a sua partida, as mais sentidas condolências”, lê-se no comunicado da federação académica.

Alfredo Quintana morreu hoje, aos 32 anos, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória na segunda-feira, durante o treino dos ‘azuis e brancos’, ao serviço dos quais conquistou seis campeonatos, uma Taça e duas Supertaças.

Quintana, que completava 33 anos em 20 de março, foi assistido de imediato, com apoio de uma viatura do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), tendo sido transportado para o Hospital de São João depois de estabilizado.

Nascido em Havana (Cuba), o guarda-redes, de 2,01 metros, ingressou no FC Porto em 2010, naturalizou-se português e tornou-se internacional em 2014, tornando-se numa referência da equipa das ‘quinas’, que representou em 67 jogos, tendo feito parte das seleções que conquistaram o sexto lugar no Europeu de 2020 e o 10.º no Mundial 2021, as melhores classificações lusas de sempre.

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