O presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), Jorge Fernandes, disse hoje que não terá qualquer problema em cessar funções no organismo, após as conclusões do inquérito de que foi alvo, que ainda não leu.

“Sei que já veio um documento, que foi enviado para o advogado e que amanhã (quarta-feira) ficámos de falar sobre isso”, começou por dizer Jorge Fernandes à agência Lusa, explicando que o ofício chegou ao final do dia e que ainda hoje o iria ler.

Jorge Fernandes adiantou que o assunto está entregue ao advogado da FPJ, o mesmo que deu o parecer positivo quanto à possibilidade de ser treinador no Judo Clube de Coimbra, uma das incompatibilidades anteriormente evocadas.

“Amanhã [quarta-feira] de manhã irei falar com ele e depois irei convocar os órgãos, caso seja preciso e dentro do parecer dele. Mediante o que ele disser iremos convocar os órgãos ou não para se dar seguimento a isso, naturalmente. Se houver alguma irregularidade tem de ser cumprida, ponto final, e se essa [consequência] for perder o mandato é da vida, é a lei”, afirmou.

No inquérito que foi aberto, mediante denúncia, no Instituto Português da Juventude e Desporto, Jorge Fernandes explicou que eram várias as acusações que lhe foram feitas, desde ser presidente no Judo Clube de Coimbra, treinador ou pelo facto de o seu filho, o antigo judoca Jorge Fernandes, ter contrato com a FPJ, justificando que este já recebia dinheiro do organismo antes da sua presidência, mediante prova documental.

Com o cenário de saída em cima da mesa, o dirigente explicou que caso seja esse o caminho tem a certeza de que não irá sair com nenhum tipo de incompatibilidade, mas com a certeza de ter feito o melhor pela modalidade.

“Acho que contribui para o melhor momento do judo de todos os tempos, não quero ser eu agora a denegrir essa imagem”, disse ainda, lembrando que a prática da modalidade cresceu em 50%, com 2019 e este ano a terem mais de 15.000 praticantes.

O dirigente lembrou também as muitas medalhas conquistadas nestes seis anos, com dois inéditos títulos mundiais, e um 2023 em que Portugal se prepara para receber dois Grand Prix, três Taças da Europa, um campeonato da Europa de cadetes, um campeonato do mundo de juniores e um seminário de arbitragem.

“Isto é que me deixa satisfeito e alegre. Não digo se é dever cumprido, se terminei ou não (…). Se falhei que se cumpra a lei e tenho que aceitar. Não o fiz em prejuízo da modalidade, isso é garantido e os números falam por si. Não me vou incompatibilizar com ninguém”, defendeu.

A finalizar, Jorge Fernandes reiterou que está tranquilo: “Não estou chateado, não saio como criminoso, não fiz mal nenhum, fiz aquilo que achei que era o melhor para o judo (…). Se voltaria a fazer? Não sei…”.

A reação de Jorge Fernandes surge pouco depois de o IPDJ ter confirmado à agência Lusa a perda de mandato da atual direção, ao abrigo do artigo 51.º do Regime Jurídico das Federações Desportivas, no qual é elencado a perda de mandato de titulares de órgãos federativos, por inelegibilidade, incompatibilidade ou por terem intervenção em contrato no qual tenham interesse.

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