Pela primeira vez no seu historial, as federações de futebol, que tutela o futsal, e de andebol, decidiram realizar as respetivas supertaças no mesmo dia e no mesmo local, com o Pavilhão Cidade de Viseu a ser o palco para os jogos Benfica – Nun´Álvares (futsal) e Madeira SAD – Alpendorada (andebol).

Na conferência de imprensa de antevisão, os quatro treinadores partilharam a mesma ideia, de uma época ainda no início, com poucas semanas de trabalho para entrosar as novas jogadoras, defendendo que a gestão emocional e a qualidade técnica das atletas poderá fazer a diferença.

“A gestão emocional é o segredo para amanhã [domingo]”, considerou Pedro Henriques, treinador do Benfica, campeão de futsal feminino, numa equipa que perdeu Janice e Fifó, duas atletas internacionais e que tem “procurado integrar as novas jogadoras”.

“Quem está no Benfica, pensa sempre em ganhar e amanhã [domingo] não vai ser diferente”, frisou.

A opinião foi partilhada pela jogadora ‘encarnada’ Inês Fernandes, que considerou que, nesta fase precoce da temporada, “as equipas ainda não estão no auge, quer fisicamente quer taticamente”, não tendo dúvidas que “vai ser um bom espetáculo entre as duas melhores equipas do ano passado”, e que “em apenas um jogo não há favoritos” e “quem estiver melhor, vai vencer”.

Pela frente o Benfica vai ter o Nun´Álvares, vice-campeão, que esta época mudou de treinador, com a entrada de Pedro Nobre, e tem um plantel reforçado com as entradas de Pisko, Carla Vanessa e Taninha.

Para o técnico da formação de Fafe, vai ser “um jogo de 50-50, frente a um adversário que tem tido a hegemonia do futsal feminino em Portugal”, embora parta “com a ambição de conseguir a vitória e um troféu nacional para um clube e uma cidade que tanto o têm procurado e o merecem”.

Para Liana Alves, jogadora do Nun´Álvares, a Supertaça será “um jogo do tudo ou nada, onde tudo se pode decidir em apenas 40 minutos”, garantindo que as atletas da formação minhota “trabalharam bem e estão preparadas para o jogo e para o vencer”, disse.

Quanto à Supertaça de andebol feminino, o Madeira SAD procura a sua 21.ª, depois de ter alcançado a ‘dobradinha’ na época passada, frente a um adversário, o Alpendorada, que ainda persegue o seu primeiro troféu deste nível, sem que os números lhe retirem a ambição.

“É uma final de um jogo só e nós temos o objetivo de o ganhar”, disse Alexandre Monteiro, treinador do Alpendorada, embora reconhecendo que vai defrontar “uma equipa habituada a ganhar”.

Para Ana Rita Silva, jogadora da formação de Marco de Canaveses, finalista derrotada na última edição da Taça de Portugal frente a este mesmo adversário (26-24), apesar de “muita gente nova integrar na equipa”, esse fator não condiciona a ambição da mesma, até porque “as finais são para se ganhar”, frisou.

Já António Florido considerou que o Madeira SAD “vai defrontar uma boa equipa, habitualmente um adversário bem orientado e muito aguerrido”.

O treinador das madeirenses desvalorizou o facto de a sua equipa ter “apenas três semanas de trabalho” e garantiu que “o objetivo é ganhar”, e que na final de domingo “a valia técnica das atletas poderá ajudar a fazer a diferença”, numa fase em que “os níveis de entrosamento ainda não são os desejados”.

Maria Duarte, jogadora das campeãs nacionais, rejeitou qualquer favoritismo da sua equipa, lembrando que “o primeiro jogo oficial da época nunca é fácil”, em particular quando houve várias mudanças no plantel, mas o objetivo é um só, “vencer”.

Benfica e Nun´Álvares jogam no domingo, pelas 11:00, a final a Supertaça feminina de futsal, e de tarde, pelas 15:00, defrontam-se Madeira SAD e Alpendorada, na discussão do troféu de andebol, com ambas as partidas a serem disputadas no pavilhão Cidade de Viseu, em Viseu, com entrada gratuita.

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