Lorène Bazolo fez em Castellon mínimo olímpico para os 100 metros, com 11,15 segundos, novo recorde nacional, voltando pouco depois ao estádio para correr os 200 metros em 22,93, o que também deve garantir apuramento para Tóquio2020.

A velocista lusa de 38 anos, nascida no Congo e que está na sua melhor forma de sempre, tirou o melhor partido das condições do estádio do 'meeting' de Castellon, com ligeiro vento favorável e calor, para elevar para 13 o número de portugueses com marca válida para os Jogos Olímpicos.

Muito próximo de conseguir mínimo também esteve Evelise Veiga, no salto em comprimento - igualou a marca de referência, mas teve pouca sorte com o vento, que estava irregular 'por quase nada', com 2,1 metros por segundo. Irá aos Jogos, de qualquer modo, já que tem marca no triplo salto.

Bazolo protagonizou a sua melhor tarde de sempre, com o recorde nacional e ainda o recorde pessoal nos 200 metros, pela primeira vez abaixo dos 23 segundos, já a 'ameaçar' o recorde de 22,88 de Lucrécia Jardim, há 25 anos.

Os 11,15 segundos de hoje, com vento de +2,0 m/s, superam o anterior recorde, bem recente, por ela fixado em Salamanca no início do mês, em 11,17.

A atleta já estava praticamente garantida com o 'passaporte' olímpico através das repescagens por posição do 'ranking' mundial (para perfazer a quota da prova), mas hoje resolveu já esse assunto, sem precisar das contas que vão ser feitas até quinta-feira, depois do período para marcas fechar hoje.

Por essa via do 'ranking', ficou mais próxima igualmente a participação nos 200 metros.

Sem sorte, Evelise Veiga, esteve excelente no comprimento, ao conseguir 6,82 no último ensaio, mas com vento a +2,1 m/s, o que anula o que seria o mínimo olímpico. Obteve ainda um recorde pessoal, com 6,71, com vento no limite (+2,0 m/s).

A vencedora foi a espanhola Fatima Diame, igualmente com 6,82, mas com vento a +2,0 m/s. No desempate, a atleta espanhola ganhou com segundo melhor salto, a 6,75.

Tiago Pereira ganhou o triplo salto masculino, mas sem atingir as excelentes marcas das últimas semanas e que praticamente o colocam na comitiva olímpica, face à sua classificação nos 'rankings'.

Os 16,67 metros de hoje já nem vão ser contabilizados para a lista, num dia em que o pupilo de João Ganço ainda teve tempo para ir ao salto em alura, para marcar pontos pelo Sporting ante o Playas de Castellon, que disputaram a Copa Ibérica de clubes, integrada no 'meeting'.

Jéssica Inchude esteve excelente no peso, ao ser segunda com 17,84 metros, em prova na qual Maria Belen Toimil, com 18,80, bateu o recorde de Espanha.

Nota ainda para a melhor marca nacional do ano de Marta Pen nos 1.500 metros (4.07,06 minutos). Ela também está quase garantida nos Jogos de Tóquio2020, através do 'ranking'.

Quem não volta aos Jogos é a triplista Susana Costa, completamente fora do objetivo, ao ser sétima com 14,06.

A forte presença lusa em Castellon - a grande maioria sportinguistas - teve ainda outra vitória, no salto em altura, com os 1,80 metros de Anabela Neto.

Nas corridas do setor feminino estiveram ainda Dorothe Évora (55,15 nos 400 metros), Salomé Afonso (2.05,83 nos 800), Olímpia Barbosa (13,43 nos 100 metros barreiras) e Juliana Guerreiro (58,65 nos 400 metros barreiras).

Marta Onofre passou 3,91 metros na vara e Irina Rodrigues lançou o disco a 61,42.

No setor masculinos, estiveram ainda Carlos Nascimento (10,32 nos 100 metros), David Garcia (1.52,35 nos 800 metros) e Pedro Matos (14,77 nos 110 metros barreiras).

Duas desistências, entre os lusos: Luís Monteiro nos 1.500 metros e Fernando Serrão, nos 3.000 metros obstáculos.

Entretanto, em Lucerna, Suíça, Vera Barbosa não conseguiu melhor que o quinto lugar nos 400 metros barreiras, com 57,31.

Precisava de pontos, para subir no 'ranking', em que é 43.ª, a três lugares do 'passaporte'. Poderá beneficiar de não confirmações, nas listas a divulgar quinta-feira.