A chuva e o vento foram os "grandes destaques" do primeiro dia do Europeu de Nações de atletismo, em Dublin, afetando a qualidade das provas, como foi o caso dos portugueses Marco Fortes (peso) e Marcos Chuva (comprimento).

«Infelizmente, vai ser mau para o espetáculo», desabafou o lançador, em declarações divulgadas pela Federação Portuguesa de Atletismo. «O grande problema é não haver um tempo estável, isso seria preferível, mesmo que estivesse a chover. As condições estão sempre a mudar, está a chover, um minuto depois está sol outra vez, mais um minuto e está vento».

Marco Fortes reconhece que as condições são «iguais para todos», mas não gosta de competir assim: «É um bocado complicado adaptarmo-nos a estas condições», disse o lançador, terceiro no concurso, com 20,04 metros.

«O objetivo era dar o maior número de pontos possível à seleção, acabei por dar 10 pontos, estou satisfeito com a minha prestação e com os pontos que dei», refere ainda o atleta, que no concurso esteve sempre em terceiro lugar, atrás do checo Ladislav Prail (20,62) e do búlgaro Georgi Ivanov (20,53).

Fortes abriu o concurso a 19,33, o que bastaria para ser terceiro, se não fizesse melhor. Mas fez, com 19,73, 19,58 e 20,04 nos outros lançamentos.

No salto em comprimento, Marcos Chuva "falhou" por muito pouco o pódio - foi quarto -, mas superou bem o que dele se esperava, já que esteve em dúvida toda a semana, após lesão no domingo, numa prova na Alemanha.

«Ainda bem que consegui ir para a pista e fazer o melhor possível. Estava em dúvida e um pouco inseguro em relação ao que poderia fazer na competição», reconhece o saltador, que só em véspera da prova teve "luz verde" para saltar e não ser substituído por Nélson Évora.

Marcos Chuva também lamenta as condições climatéricas, «um bocado difíceis para quem não está habituado», que classifica de «um tempo típico de inverno». Um contratempo que se juntou a alguma retração psicológica: «Tive uma semana um bocado difícil, com esta lesão inesperada, que limitou a nível psicológico. Se calhar fui para a competição não tão confiante como poderia ir, mas dentro dessas limitações fiz o melhor possível».

Com muita água na zona de corrida e na caixa de areia e com forte vento, os saltos em Dublin foram completamente "arruinados". No caso de Marcos Chuva, o balanço foi de dois saltos válidos, a 7,62 e 7,74 - mas com ventos de +5,3 e +4,5 - e dois saltos nulos, a acabar.

Começou o concurso em quinto, depois subiu para terceiro e acabou em quarto, ultrapassado mesmo no fim pelo búlgaro Denis Eradiri (7,88). Os melhores sob a intempérie foram o finlandês Eero Haapala (7,96) e o sueco Michel Torneus (7,95).

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.